Casa da Cultura de Vila Verde?
Segundo a minha experiência académica no curso de Gestão Artística e Cultural, uma casa da Cultura é um espaço físico reservado ao público, onde todos os cidadãos podem usufruir de actividades e eventos culturais como a Música, Dança, Exposições, workshops, Ateliês, Palestras entre outros, que contribuam para o bem-estar, lazer, formação, dos cidadãos que as frequentam.
Segundo, Cecília Folgado (2008) defende que a gestão Cultural têm sido desenvolvida, de forma muito natural, pelos órgãos autárquicos, pelas Câmaras Municipais, por via da Vereação da Cultura. À gestão das restantes ‘coisas públicas’ adiciona-se também a gestão da cultura: gerem-se equipamentos, apoiam-se, financeira e logísticamente, agentes culturais. A autarquia é responsável por providenciar cultura e entretenimento no território em que se situa.
Que Casa da Cultura temos nós Vilaverdenses, que nem uma Academia de Música tem, capaz de dar resposta aos cidadãos quando se lhes pergunta sobre a Missão, o Organigrama, o Plano de actividades? Coisas básicas na minha perspectiva…
Pois isto é verídico! Passou-se no mês de Dezembro quando aconselhei uma colega de curso a dirigir-se a esta instituição a fim de recolher estas informações para uma tese universitária.
Que Casa é esta que nem uma página na internet têm? Porque se recusam a dar informações? Sabe-se agora que a direcção da Academia de Música se demitiu em bloco! Qual o motivo?
Dirijo-me aos leitores com bastante tristeza, porque sou Vilaverdense e gostava que o meu concelho evoluísse, mas assim? Com esta gestão? Não sei como! Gostava de ver resolvidas estas questões o mais breve possível, porque gostava que os Munícipes de Vila Verde tivessem DIREITO À CULTURA.
Como cita Luís Mourão (2009):
“ A Cultura é um bem essencial para o desenvolvimento Humano”. Mourão, Luís (2009).






Apresento os meus sinceros parabens aos autores do blogue da Academia de Música de Vila Verde, por tudo o que já li, considero que estão a fazer um bom trabalho.
Aproveito ainda para saudar a Jovem Carla Leitão que penso eu não conheço ,pelo excelente artigo produzido neste blogue sobre o que entende ser uma casa de Cultura, coisa que nunca existiu em Vila Verde. Casas há muitas, falta de infra-estruturas Vila Verde não se pode queixar, mas Cultura minha amiga é coisa que, esta terra que por ter um lindo nome, anda arredada.
Continue a expôr os seus ideais, pois alguém poderá escutá-la e reflectir sobre a responsabilidade de dotar a nossa terra de realizações culturais que alimentem e desenvolvam o espírito críativo dos Vilaverdenses para que a cultura não seja apenas festa, lenços dos namorados e namorar Portugal.
Antes mais quero aproveitar para dar os parabéns à Carla, pretendo também felicitar os alunos que deram origem ao Blog da Academia.
Não sendo uma cidadã de Vila Verde e nem conhecendo os problemas que a Academia de Musica vive (ou viveu) e como a aluna que pediu informações a esta instituição, as quais nunca foram fornecidas, confesso-me um pouco indignada.
Nunca me foi dito que não teria o que pedi, mas as promessas que seria contactada vinham desde o mês de Novembro, como podem confirmar no e-mail que enviei.
E a resposta era muito simples, bastava terem respondido com outro e-mail com a informação que ficou aqui registada por parte do Professor Daniel, era uma simples informação, também queria referir que nunca fui contactada por parte da Academia.
A imagem que me foi passada da instituição em questão foi bastante boa, quer por parte da pessoa que me atendia ao telefone quer da que me recomendou a AMVV.
Agora maus momentos acontecem e o que me parece é que esta direção mediante o que tenho lido, tentou ultrapassar este mau momento.
Em resumo lamento a situação sucedida.
E como a Carla referiu, a nossa licenciatura chama-se Gestão Artística e Cultural, formam-se profissionais com a devida capacidade de contribuir para uma boa gestão, e tal como nós outros existirão.
Não pretendemos ficar com o diploma guardado, mas sim fazer valer o tempo que andamos a estudar, e aplicar o que aprendemos.
Independente de qualquer coisa espero que Vila Verde tenha uma verdadeira Casa da Cultura em que possa ir assistir a espectáculos com grande qualidade, pois certamente irá apostar num bom Gestor Cultural.
“A Cultura não é património individual. É colectivo. A verdadeira Democracia dá oportunidade aos seus cidadãos de se desenvolver, incentiva a ambição e acção individual, potencia seu sentido crítico e interpretativo.” Isso acontece em Vila Verde?? Quando uma iniciativa que usa, e bem o dinheiro dos contribuintes, o namorar portugal, não é aberto à população em geral? E que iniciativas culturais existem mais em vila verde?? O que nos safa é que estamos perto de Braga e Guimarães, senão Cultura=ZERO em vila verde
De facto não é só em relação à politica, e à Câmara que existe contra informação.
Eu como Pai presente no Conselho Pedagógico, posso dizer que acompanhei as desavenças e mau estar entre a direcção Pedagógica da Academia de Musica de Vila Verde, e a Direcção da Associação Cultural e Musical de Vila Verde.
1º de facto como diz o nome “Associação Cultural e Musical de Vila Verde”, por isso quando muito de formação cultural e não de formação de contabilidade ou outras. É que na verdade e apesar de existirem diversas entidades, (ATHACA, Agrupamentos de Escolas, Escola Secundaria, Escola Profissional, ADERE-Minho, etc), dedicadas à Formação, o espaço por excelência da Cultura de Vila Verde, está a ser utilizada pela Associação, para uma parceria com uma empresa privada para formação, não para a cultura.
2º na verdade o que se passou é que ao contrario da Direcção Pedagógica que pretendia uma formação cultural por excelência em Vila Verde, e o comprimento do Contrato programa assinado com o ministério da Educação, e o que foi prometido aos Pais, a Direcção da Associação, só aceitou que esse cumprimento era importante quando a Direcção Pedagógica se demitiu.
3º A Associação Cultural e Musical de Vila Verde era até à uns dias uma associação fechada (palavras do seu presidente), pelo que os unicos sócios são os fundadores, que se inscreveram à mais de 27 Anos.
4º A Associação não tinha eleições à mais de 4 anos.
Foram estas situações que colocavam entraves no desenvolvimento de um projecto, e até colocam o contrato programa com o Ministério da Educação em causa, que no momento, e só no ensino articulado tem mais de 80 crianças, em conjunto com algumas outras que não me cabem desvendar, que levaram a Direcção Pedagógica a dar esse passo. Como disse acompanhei bem de perto estas situações que muito me entristeceram, e preocuparam.
Eu próprio falei com o Presidente da Associação, que concordou com as queixas da Direcção Pedagógica, (pena que tardiamente) e com o Presidente da Assembleia Geral, nunca tendo sido por qualquer um referido que a AMVV alguma vez tivesse colocado entraves a actividades de outras associações.
Acho triste que o (pelo que sei Ex.) Presidente da Associação tenha começado agora a prometer espaços na Casa da Cultura e até na “futura” Casa do Conhecimento a Associações dizendo que foi desde sempre a sua pretensão, quando mais do que qualquer outra deveria saber que mesmo a AMVV, devido ao ensino articulado, está com dificuldades de espaço. Já por diversas se tiveram que debater com problemas de falta de salas para o ensino.
O que o Sr. Presidente da Associação deveria era utilizar os seus contactos previligiados (visto ser deputado municipal, eleito pelo PSD) para convencer a Câmara a fazer as obras por todos ambicionados na Casa da Cultura, para aí criar não só os espaços necessarios para as diversas associações culturais, mas também um auditorio digno para a apresentação de espactaculos que podesse ser utilizado por todos, em espectaculos musicais, teatro, dança etc.
Eu ja tentei saber a opinião da Direcção Pedagogica e da Direcção administrativa, era bom que todos os outros antes de escreverem aqui fizessem o mesmo.
Sei que nenhum se opõem a criação de espaços para outras associações, mas cada um com visões diferentes do que é a cultura, e a forma a fazer.
Um fez uma associação à 27 anos, que ficou parada no tempo, outro teve um sonho e ajudou a criar a AMVV dando a oportunidade a mais de 80 crianças para aprenderem cultura gratuitamente, com a garantia de crescer em 50 crianças ano, dos agrupamento de Vila Verde e Pico, pretendendo a Direcção Pedagógica que essa oportunidade seja dada a crianças de outros agrupamentos, se forem dadas as condições de funcionamento necessárias.
UMA PERGUNTA: PORQUE NÃO AUMENTAR AS INSTALAÇÕES DA CASA DA CULTURA, DOTANDO-A DE ESPAÇOS, E DE UMA SALA PARA ESPECTÁCULOS CULTURAIS, EM VEZ DE UM CASA DO CONHECIMENTO PARA A UNIVERSIDADE DO MINHO, CASA ESSA QUE AINDA NINGUÉM ENTENDEU MUITO BEM PARA QUÊ VAI SERVIR.
Como utilizador de outros serviços da Associação Cultural e Musical de Vila Verde, cabe-me informar que na Casa da Cultura também há Acções de Formação financiadas para toda a população vilaverdense e em várias áreas. É só irem lá informar-se.
Pelo que fui percebendo o problema que existe na Academia de Música é precisamente a tentativa da Associação a que esta pertence se abrir à cultura e querer chamar para a Casa da Cultura outras Associações e outras artes: teatro, exposições, dança,etc.
Mas, estes serviços foram “empurrados” para um anexo, pois, segundo a Direcção Pedagógica da Academia, na Casa da Cultura e na Associação que, afinal também é Cultural, nada mais cabe senão a música.
Afinal não seria muito mais justo promover a cultura em todas as suas vertentes? Convidar outras Associações a participarem, realizar parcerias…este é o verdadeiro espírito associativista!
Era isto que a Associação Cultural e Musical de Vila Verde queria para si, mas no sentido de lhe cortarem as pernas criou-se este burburinho…
Vão lá e perguntem pelo que não é música… está escondido, mas está lá e quer aparecer!
A cultura de um povo esta directamente associada a localidade e ás raízes desse povo. O que me parece é que os autarcas de vila verde não tem nem este nem nenhum outro conceito de CULTURA. Não será conveniente alguem, voluntariamente, propor-se para essa espinhosa tarefa? Eu, ja sou estudante, já tenho muito que explicar aos meus professores. Nao me ofereco voluntariamente, mas acreditem que se daqui a uns anos isto não estiver melhor, alguém tera de ser obrigado a ensinar o básico a estes senhores. Pode ser que já nao façam a Festa das Colheitas e seja mais fácil, porque me parece que a vila onde vivo só vale por isso…e pelo st. António, com todo o respeito porque eu sou católico. Que cena!
Cara Carla,
Do seu texto destaco uma palavra-chave: gestão. O tema que lança na sua crónica desperta-me muito interesse e preocupação (ou para ser mais honesta desilusão). Por conhecer de perto a situação que se ‘vive’ na Academia de Música de Vila Verde, posso-lhe garantir que os problemas que encontrou são fruto de uma péssima gestão que, por mais estranho que possa parecer, se deve ao facto de esta depender da Direcção da Associação Cultural e Musical de Vila Verde. A Direcção Pedagógica que eu conheço (neste momento demissionária) é de facto uma ‘pedra no sapato’ para este Concelho: tem ambição cultural. Tem (ou tinha?) intenções de desenvolver um projecto educativo digno para as crianças de Vila Verde, abrir-lhes uma das portas para o DIREITO à Cultura como a própria Carla desejaria. Mas forças superiores demasiado enraizadas (pensar em mudanças, mesmo que em prol de um melhor desenvolvimento institucional, é insultuoso para alguns vilaverdenses) impedem esta equipa de jovens empreendedores culturais de avançar com o projecto musical. Não percebo. Principalmente quando vivemos uma época política cujo lema é: apoiar as PME. Não será a Academia de Música de Vila Verde digna de uma pequena e média empresa?
Uma vilaverdense envergonhada:
Que teve uma breve passagem pela ‘antiga’ escola de música de Vila Verde antes de ingressar no Conservatório de Música de Braga (na época nem se sonhava na possibilidade de esta um dia se tornar numa Academia de Música com paralelismo pedagógico e com vínculo ao Ministério da Educação como proporcionou o sonho do professor Daniel Gonçalves! Há que valorizar estes pequenos passos que se tornam ‘enormes’ quando concretizados nesta terra! Obrigado professores da Academia pela vossa dedicação às crianças de Vila Verde!);
Licenciada em Ciências Musicais em Lisboa (aí vivi plenamente o DIREITO à CULTURA durante seis anos!);
Regressada às origens em nome da saudade (e da vontade de contribuir para a descentralização da cultura);
Mestre em Educação Musical na Universidade do Minho, Professora na EB 2,3 de Prado e Academia de Música de Vila Verde (porque a paixão pela música e pelas crianças está sempre a crescer);
Preocupada com o futuro de Vila Verde e principalmente com a falta de ambição CULTURAL de governantes locais. Tenho vindo a observar que o célebre critério ‘ter sangue da terra’ não chega para se fazer obra por Vila Verde. Está na altura de pensar no critério ‘COMPETÊNCIAS’.
Sónia Rio Ferreira
PS: Aproveito para fazer publicidade ao recém-criado blogue da Academia de Música de Vila Verde que está a ser desenvolvido pelos alunos da disciplina de Área de Projecto. Estão bastantes entusiasmados com a responsabilidade de fazer a manutenção de um blogue, mas também estão um pouco desanimados porque gostariam de ser mais visitados. Como professora destas crianças, pedia aos colaboradores e seguidores do blogue porvilaverde para divulgarem entre os vossos contactos, principalmente alunos / crianças.
http://www.amvvmusica.blogspot.com/
Obrigada a todos! E Parabéns pelo vosso blogue!
É esta a grande diferença entre vilaverdenses interessados e vilaverdenses que apenas se deixam empulgar por alturas de eleições.
Depois de passados esses momentos de empulgação é necessário pensar, pensar no presente e sobretudo no futuro.
É essa perspectiva que fica bem explicita neste escelente texto da Carla Leitão. É essa perspectiva que não tem existido nem existe na gestão desta câmara no que toca à cultura, como em muitas outras temáticas.
É urgente que surgem medidas estruturadas em cada uma das áreas e que as mesmas sejam desenvolvidas por quem sabe o que faz, e não por oportunistas de conveniencia que apenas fazem o que lhe mandam fazer por questões políticas, ou pior, partidárias.
Fico feliz por ver que me Vila Verde não se desiste de pensar e de expor as ideias necessárias para o desenvolvimento integral do concelho.
Muitos prabens pelo excelente texto e sobretudo pela visão do que é e deve ser uma politica cultural num concelho.
Nota: Fui um apoiante da candidatura do Luís Filipe Silva e voltarei a ser se decidir ser novamente candidato, seja no PS, independente ou outra coisa qualquer.
Apesar da importância da Academia de Música para o concelho e da sua estrutura implicar e merecer um espaço para o seu bom funcionamento, isso não quer dizer que possa tomar a Casa da Cultura como sua. Caso contrario teremos de ter uma nova Casa da Cultura que abranja todas as (ou as outras) áreas artísticas e culturais. E como todos já sabemos, não será esse um dos objectivos da Casa do Conhecimento.
Por conseguinte, estamos ainda a tempo de ter uma Casa da Cultura digna desse nome. Um bom exemplo existe também na vila de Arcos de Valdevez e numa escala mais ‘adequada’ a Vila Verde, pois seria arriscado, arrogante e dispendioso, investir numa infraestrutura da dimensão da Casa das Artes de Famalicão, quando temos espaços/salas de espectáculos como esse, o Theatro Circo, o Centro Cultural Vila Flor e o São Mamede.
Pessoalmente, não conhecia a Academia de Música como Associação Cultural, nem senti nenhum esforço em que isso fosse comunicado. Esta carência de alternativas culturais levou ao surgimento duma nova associação cultural em Vila Verde, a Bullire, que não foi ‘integrada’ na Casa da Cultura de Vila Verde nem no ‘novo’ projecto Casa da Cultura de Vila Verde (provavelmente como tantas outras associações do concelho que actuem em alguma área artística/cultural), em prol duma Academia de Música que representa a Cultura em geral em Vila Verde…
Precisamos dum espaço para a Bienal, dum auditório para pequenos concertos e eventos, de salas de exposição itinerantes, de promoção dos novos artistas, de lazer e cultura em simultâneo… Um espaço que seja uma referencia para o concelho, que possa ser usufruído pelos Vilaverdenses e por quem nos visita.
A Academia de Musica é uma grande conquista para vila verde, sem duvida! Sabe-se que atravessa uma complicada situaçao na gestão e outros departamentos. Desejamos todos que rapidamente estabilizem a situação. Pelo que me foi dado a saber, vamos ter de,aqui no blog PORVILAVERDE, apelar à participação activa de todos os socios, pessoas e entidades envolvidas, no sentido de estarem presentes nas reuniões e participarem, com sugestões e incentivos,de forma a que rapidamente se resolvam os problemas sem sequelas para o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver na area da musica e canto. Como já se falou noutras situações, aqui, a PARTICIPAÇÃO da comunidade é fundamental, especialmente da comunidade escolar. Votos para que rapidamente tudo esteja na harmonia para que o desempenho das funções da equipa de trabalho seja o desejado pelos alunos e encarregados de educação.
Boa tarte! Gostei do tema que a Carla Leitão trouxe para discussão e sugestões. Estou totalmente de acordo com as ideias do Ricardo Arantes. Aquele espaço surgir como um “Centro de Artes” é, há uma muito tempo, um desejo de muitos vilaverdenses. Avaliando sempre a Academia de Musica de Excelente, reconhecendo a como uma importante prestação de serviços à comunidade no sector da Musica e Canto, imaginem como seria aquele edifício, com características peculiares que o priveligiam e o tornam Único, ser um grande espaço dedicado à Cultura e às Artes. Ser, eventualmente, o local de eleição para os Artesãos e todos quantos se dedicam a uma Arte ( pintura, teatro, cestaria, olaria, tecelagem, dança, canto, musica, etc,etc…) exporem permanentemente os seus trabalhos, divulgar a sua arte, promovendo paralelamente formação com Ateliers práticos porque a Cultura e a Historia de uma comunidade “sobrevive” se nos forem transmitindo os Saberes e as Tradições, tal como se fez com os Lenços dos Namorados e com o espaço – Aliança Artesanal – aqui atingiram o objectivo, mas há que olhar à volta e agarrar as outras demonstrações de arte e” saberes”. Em segundo lugar, sem margem para se questionar seja de que forma for, uma sala de espectáculos para concertos, teatro, exposições,…tudo que seja ARTE e CULTURA. privilegiar intercâmbios com outras Culturas,enfim… A Juventude precisa tanto de espaços de Lazer, Cultura e Formação… E a CULTURA de V. Verde também!
Tal como o Carlos Mendes o fez, dar os parabéns à Carla Leitão pela excelente crónica que nos apresenta. Tal como no outro fim-de-semana que tivemos uma pessoa de excelência ligada à inovação e tecnologia, neste uma também ligada à Cultura.
A Cultura em Vila Verde como já tive oportunidade de escrever, resume-se desde que se passou da alçada da vereação para uma empresa municipal sem sentido de existência a dois grandes eventos. Festa das Colheitas (evento da autoria do executivo de António Cerqueira) e Namorar Portugal (evento do actual executivo ou da empresa municipal Proviver que ainda não sei distinguir bem qual a diferença).
A cultura na minha opinião, não pode ser apenas “show” e “propaganda” tendo a mesma que ser pensada para o desenvolvimento do Concelho. Embora achando eu, que o evento Festas das Colheitas seja um bom evento, se o mesmo não passar da sede do nosso concelho para outras freguesias nenhuma importância terá. Sou um defensor da regionalização a nível nacional mas também de uma espécie de “regionalização” a nível local. É por isso, que acho que eventos como esses deveriam correr freguesias pois seriam uma mais-valia para a divulgação das mesmas e sucesso do evento.
Mas não querendo me desviar do tema, dizer que um bom título para a excelente crónica apresentada poderia bem ser: Casa da Cultura de Vila Verde que futuro?”
A Casa da Cultura é na minha opinião, o edifício mais bonito existente em Vila Verde. Conheci cada canto daquela casa como se fosse a minha casa. Fiz lá a minha educação infantil, estudei lá inglês, estudei lá francês, aprendi lá música e passei inúmeras tardes com a minha mãe quando lá funcionava a educação de adultos.
A Casa da Cultura poderia bem ser poderia ser o nosso grande espaço de promoção sócio-cultural Vilaverdense. Isso sim, seriam projectos politicamente correctos para o desenvolvimento do nosso concelho. Uma Casa da Cultura que incentivasse a título de exemplo, a promoção de exposições, o surgimento de mais escolas de música, de dança e representação artística, que fizesse a divulgação cultural das freguesias, desse acções de formação, promovesse palestras culturais, que divulgasse e impulsionasse a arte e que desse apoio aos artesãos existentes.
Se elevássemos a fasquia, e pudéssemos transformar os espaços abandonados existentes (muros/muralha da antiga prisão) num auditório para representação de espectáculos culturais poderíamos chegar ao infinito.
A Casa da Cultura de Vila Verde, poderia bem ser uma espécie de pequenina Casa das Artes de Famalicão.
“A CULTURA NÃO É UM PATRIMÓNIO INDIVIDUAL. É COLECTIVO. A VERDADEIRA DEMOCRACIA DÁ OPORTUNIDADE AS SEUS CIDADÃOS DE SE DESENVOLVER, INCENTIVA A AMBIÇÃO E ACÇÃO INDIVIDUAL, POTENCIA O SEU SENTIDO CRÍTICO E INTERPRETATIVO”
Eu faço parte dos que acredito em Vila Verde!
Dou os Parabéns à Carla Leitão pelo magnifico texto e pela forma como vê o que deveria ser uma Casa da Cultura, e a Cultura em Vila Verde, pois também eu gostava de ver esse dinamismo em Vila Verde, num espaço criado e com condições para a Cultura.
É pena que para se fazer cultura em Vila Verde se esteja dependente da boa vontade das instituições que cedem os espaços existentes, mas que infelizmente nem sempre oferecem as melhores condições.
Quanto a Academia de Musica devo dizer que concordando com alguns dos aspectos do seu texto só tenho que fazer um reparo que vai de encontro à questão que colocou. Qual o motivo da Demissão em Bloco da Direcção Pedagógica?
Não vou tentar explicar em meia dúzia de letras o que mesmo por palavras é difícil dizer, mas posso adiantar que foi essa tentativa de fazer cultura, pela cultura sem entraves.
Conheço a Direcção Pedagógica, com quem tenho tido o prazer de trabalhar pois tenho 3 filhas nessa Academia, sendo o Pai que está no Conselho Pedagógico, foi com agrado que vi um grupo de pessoas a lutar contra as dificuldades por uma melhor cultura em Vila Verde, especialmente na sua área (a musica) é uma verdade, mas não baixando os braços, e só se demitindo quando perceberam que de outra forma nada iria mudar.
O mal entendido acredito ter sido ma consequência de uma série de mal entendidos, de falta de comunicação e da situação difícil que a AMVV tem passado em virtude do Não funcionamento, para a Cultura, da Associação Cultural e Musical de Vila Verde, detentora da Instituição Academia de Musica.
À Carla Leitão e à AMVV na pessoa da Sua Direcção Pedagógica o meu obrigado. pelo que têm e acredito continuem a Ter em Vila Verde
Sendo a Academia de Música de Vila Verde uma escola de ensino artístico especializado em música, tem como missão: detectar aptidões específicas na área da música; proporcionar formação artística especializada, a nível vocacional e profissional; fomentar práticas artísticas individuais e em grupo, visando a compreensão das suas linguagens e o estimulo à criatividade.
O Projecto Educativo da Academia desenvolve-se sobre três eixos pedagógicos: 1) Aprendizagem da linguagem musical e da sua literatura (Plano de estudos); 2) Promover Audições e Concertos para desenvolver a prática artística dos nossos alunos; 3. Acolher Recitais e Concertos realizados por profissionais (privilegiando os professores da Academia) de forma a provocar o contacto directo entre os artistas e os nossos alunos.
No seu Plano de actividades destaca-se cerca de 30 audições de classe por ano, 6 Audições finais, Concurso Geral de Instrumentos, Intercâmbios com várias escolas de ensino artístico, nomeadamente com o Conservatório de Couronne (no âmbito da geminação com Vila Verde), visitas de estudo e a organização de três Recitais. Pensamos que, dentro do seu contexto e das suas possibilidades, a Academia de Música de Vila Verde está a conseguir responder pelas suas obrigações culturais. Mas ainda está a crescer!
Em relação ao episódio mencionado, a Direcção Pedagógica da Academia de Música de Vila Verde nunca se recusou a dispensar os dados referidos pelos motivos: tinha muito gosto em fazê-lo; os meses de finais de período são carregados de audições, provas, reuniões de avaliação a juntar a problemas internos; A Direcção Pedagógica também tentou contactar a pessoa em causa que, por tanto esperar desistiu. Pedimos desculpa por não termos tido outro poder de resposta, mas tentámos!