O jornalismo vilaverdenses e ainda o “paradoxo”
Na escola, a história contou-me que o fim do Estado Novo deu à imprensa um novo fôlego. O dia de 25 de Abril de 1974, que ficou marcado pelo fim a uma ditadura instalada em Portugal traduziu-se em mudanças profundas em todos os sectores da sociedade e em particular na imprensa. A revolução deu ânimo, liberdade, voz e uma nova forma de encarar o jornalismo a uma imprensa, que permanecia há 48 anos no obscurantismo. Antes desse dia, a censura controlava tudo que se passava na área do pensamento livre. Sob repressão, os meios de comunicação social lutavam para informar a sociedade. Hoje existem provas, de como na altura se manipulava e distorcia o sentido das notícias e do pensamento.
Temos agora um país diferente e em todas as áreas existem bons e maus profissionais. Estou certo, que no jornalismo não é diferente e que em Vila Verde não é excepção. Existem bons e maus órgãos de informação. Por cá e na minha opinião, o jornal Praça Local é um bom órgão de informação. É o melhor. Um órgão de coragem, determinação e verdade. É um órgão que dá mais importância ao executivo da Câmara Municipal por ser poder (com mais notícias e páginas, como é normal que assim seja), mas que não se esquece da oposição e dos que têm pensamento contrário ao do poder.
Depois existem outros. Ao comparar o jornal Terras do Homem com o jornal Praça Local, dei conta de algo engraçado e que partilho com os leitores. O artigo de opinião do Professor Álvaro Rocha publicado nesses dois órgãos de informação na passada quinta-feira, embora semelhante tem uma diferença notável. É caso para citar mais uma vez, o ditado usado pelo Professor no seu artigo de opinião e dizer: “a bota não bate com a perdigota”. Os quatro últimos parágrafos do artigo de opinião que critica a gestão ruinosa da nossa Câmara Municipal, acerca do investimento sem sentido numa Casa do Conhecimento, constam na página do jornal Praça Local mas não constam na página do jornal Terras do Homem.
É estranho! Mas desde que me conheço, nunca vi roedores em computadores! De acordo com a Entidade Reguladora da Comunicação, os artigos de opinião nunca poderão ser alterados sem a autorização devida do seu autor. Os bons jornais pedem desculpa e republicam novamente. Tenho a certeza, que é isso que fará o jornal Terras do Homem na próxima edição, depois de se aperceber deste erro.
Poderia ainda falar de outros que andam por aí. Mas esses folhetins jornalísticos, pela qualidade que me despertam e sem ter esperança alguma que um dia possam mudar, prefiro nem gastar tecla com ele.
Aprendi com José Mário Branco, “que há quem canta por interesse, há quem canta por cantar, há quem faça profissão de combater a cantar e há quem canta de pantufas para não perder o lugar”.
Não tenho medo da ditadura, mas tenho medo de uma democracia falhada!







Bocas que denunciam a falta de caracter DOS QUE SE DIZEM JORNALISTAS, não assumindo a censura na publicação do respectivo artigo. São tão fracos profissionais que cobardemente tentam desviar a atenção insinuando estar alheios ao CORTE que foi feito no artigo, sendo muito BASICO, PRIMÁRIO até, empurrando para pessoas que nada tem de comum com eles, que mais não fizeram que estar solidarios com o dr. Alvaro Rocha. PESSIMOS PROFISSIONAIS!
O Jornal Terras do Homem publicou, hoje, na íntegra, o artigo de opinião “O Paradoxo Vilaverdense na Sociedade da Informação e do Conhecimento”, da autoria do Professor Álvaro Rocha, o qual tinha sido publicado truncado na edição anterior, o que é completamente ilegal, sem que houvesse qualquer motivo para tal.
A Nota da Redacção apresentada na edição de hoje, para justificar a não publicação dos últimos quatro parágrafos do artigo na edição anterior, é manifestamente elucidativa do baixíssimo nível do Jornal Terras do Homem.
Desaconselharei militante e activamente a compra e leitura deste jornal junto de familiares, amigos e outras pessoas e entidades com quem me relacione.
a) Mentem descaradamente para justificar um corte de quatro parágrafos injustificável e ilegal;
b) Induzem os leitores em interpretações injustíssimas para com o autor do artigo;
c) Apelidam pessoas, que não nomeiam/identificam, de mentes deturpadas e de irracionais exacerbados, o que mais uma vez aponta baterias em direcção ao autor.
Não consigo descer ao nível da Redacção do Terras do Homem para descrever o seu comportamento. Assim, limito-me apenas a afirmar que os argumentos adoptados são absolutamente lamentáveis e totalmente dispensáveis.
Que tipo de bocas?
Foi. Com bocas mandadas a este blogue mas foi! lol
Sabem se o Terras do Homem publicou o artigo de opinião na íntegra?
Concordo consigo Ricardo. O Praça Local é um grande jornal.
Isento e dá espaço a todos como deve ser o verdadeiro jornalismo ao contrário de outros.
Falha apenas pela implementação em Vila Verde talvez por iniciamente (10 anos atrás) não ter dado a importancia importancia a Vila Verde e sendo focado maia para Amares. Hoje não é mais assim e Vila Verde estámuito bem servido com o Praça Local.
É um jornal mais caro para assinantes anuais mas penso que para venda ao público praticamente igual aos outros. No entanto tem a mais valia de ser disponibilizado gratuitamente no site da Mais Actual.
Eu gosto muito de ler o Praça Local porque a verdade vem lá toda.
Apesar de reconhecer que o jornal Terras do Homem esteve sempre muito mais próximo do poder instalado do que das forças políticas da oposição, não acredito que este erro grosseiro tenha sido pensado.
Erros e lapsos acontecem aos melhores, embora este nos deixe com a pulga atrás da orelha pelos antecedentes do dito jornal.
Tenho a certeza que o lapso vai ser corrigido, atráves da publicação do referido artigo, e todos ficarão mais ricos porque ficaram a perceber que para tudo existem regras. Na imprensa, seja nacional, regional ou local, também.
Uma última nota para dizer que apesar deste e de anteriores lapsos do jornal Terras do Homem, devemos reconhecer que existem ao seu serviço bons profissionais que não podem ser misturados e confundidos com práticas menos correctas.
Bem por essa não esperava! será que os vírus cresceram tanto que se transformaram em ratos?
Parece-me que realmente existe um pedido de desculpa a efectuar da parte do jornal ao prof. Álvaro.
Enfim… situações lamentáveis em pleno século XXI! Mas vamos aguardar pela próxima edição e não falar antes do tempo! Afinal toda a gente merece uma 2ª oportunidade!
O que acho muito sinceramente, é que este blog devia ser mais divulgado, pois existem muitos vilaverdenses que gostariam de saber destas informações, e algumas (dessas tenho mesmo pena) nem acesso tem aos meios informáticos, ou não sabem lidar com eles… Ai desculpem esqueci! Para isso vem aí a casa do conhecimento!!!! lol… Conhecimento não sei de quem? Mas aguardo ansiosamente para verificar.
“…nunca vi roedores em computadores”. Genial! Pois, de facto não há roedores em computadores…mas alguma coisa aconteceu! O Prof. Alvaro Rocha, terá legitimidade para pedir explicações, responsabilidades e a solução para o incidente provocado por “roedores”. Nao sendo a minha área, não precisando de ser jornalista, uma coisa é certa e do conhecimento comum: não é legitimo, legal, alterar ou adulterar um Artigo de Opinião, cedido pelo autor, com a finalidade de ser publicado na íntegra. Ou então, sempre existem, roedores em computadores!!!