Notas Soltas II
Uma cá…
Tenho em mãos o Boletim Cultural de 2007-2008, n.º 3/4, agora vindo a lume e dedicado no essencial do seu conteúdo à reedição das Jornadas no Minho, de João de Castro, cuja 1.ª edição foi dada à estampa em 1906.
Escritor e poeta nascido em Azurara, Vila do Conde, em 1871, D. João de Castro viveu vinte anos da sua vida em Vila Verde, repartidos entre Prado e Pedregais, agregando à sua obra literária alguns nacos da nossa história e etnografia , motivo mais que suficiente para justificar a distinção que, à laia de homenagem, agora o concelho em boa hora lhe faz.
Com a garantia do rigor científico que pela mão do seu coordenador-geral, Professor Doutor Aurélio Oliveira, nunca lhe há-de faltar, e contando, ainda, com um Conselho de Redacção e um Conselho Científico de alto gabarito, o Boletim Cultural de Vila Verde assume-se, sem qualquer reserva, como uma lufada de ar fresco no pouco cuidado panorama cultural do concelho.
Pelo muito que neste domínio está por fazer, o Boletim Cultural tem um imenso campo para explorar, o que a sensibilidade e saber dos seus feitores não deixará de rentabilizar em toda a sua extensão.
P.S.: no último “uma cá…” verberamos o estado lastimoso em que as obras de canalização para o gás estavam a deixar Vila Verde de cima a baixo, tornando a nossa sede de concelho num imenso e esburacado estaleiro de obras, o que, à vista de todos, tornava a Vila feia. Apressaram-se alguns “eruditos” a entender da minha escrita uma generalizada acusação ao aspecto estético de Vila Verde, não cuidando da interpretação que era, de facto, devida ao meu lamento. Vila Verde é bonita, estava arranjada, limpa e airosa, precisada, todavia, de mais flores. Só que, por agora, está magoada na sua vaidade e, repito-o, mal remendada e, se dela não cuidarem com prontidão, rapidamente se estragará por completo para desgosto de todos os que sabemos não haver meios próprios para a recolocar outra vez no lugar onde estava. Estamos entendidos?
…Outra lá
Ou me engano muito, ou vislumbro para aí mais uma facada de Lisboa cá para o Norte. Atrapalhadas que andam as contas públicas – mal que tem meio mundo engasgado para uns anos – começa-se a deitar contas aos investimentos planeados e nelas a procurar acertos que acomodem a desacertada contabilidade que da crise parece ter ficado.
Sabem muitas das pessoas que privam comigo, que sou dos que pensa que há sempre dinheiro para tudo, menos cá para cima e que quando é preciso surripiá-lo para encher o odre aos de lá de baixo, cá está o “mexilhão” do condado a levar com o mar em cima.
É o que vai acontecer com o TGV. A massa vai-se fazer pouca e, toma lá, TGV só em Vigo. O Ministro Silva Pereira diz que não, mas lá foi afirmando que a coisa dá prejuízo, o que é meio caminho andado para os medinas darem cabo desta carreira da segunda modernidade que nos põe rapidamente Europa adentro.
E depois, queixam-se lá pela Mouraria que paira pelo Norte o reacender de um velho namoro com a Galiza, tementes de um casamento que com estas e com outras se pode tornar rapidamente numa união de facto.
Vejam lá o que andam a fazer e depois não se queixem. Perdidos do Sul e cercados a poente pelas águas gélidas do Atlântico, não sobram muitas alternativas para cuidarmos do nosso futuro, sobretudo do dos nossos desamparados filhos.
Juizinho, como diz o outro.






aquando do referendo para a regionalização o “não” ganhou em Braga enquanto que o “sim” ganhou em Lisboa!
isto significa que a maioria dos minhotos não tem consciencia da exploração “fascista” que Lisboa faz ao entre douro e minho, e continuam subordinados a eles, pelo futebol, pelo fado, pelos meios de comunicação social, pelos partidos e viões politicas… etc etc..
o entre douro e minho e toda a região Norte deveria pedir o divorcio a lisboa pois continua a ser “corneado” e “cegueta”.
Lisboa está a destroçar o Norte a cada década. Assim como Madrid faz com Galiza!
o casamento entre Galiza e Norte de Portugal é para mim a unica solução para toda as partes envolvidas.
o eixo alantico enquanto euroregião ainda continua muito ténue!
Abaixo o centralismo
Boa noite Professor Nídio,
Gosto de ler as suas crónicas.
Não são massudas e batem, certinho, onde é preciso.
Os artistas do PSD devem andar meios atarantados com tanta porrada, tão diversificada e dada por tanta gente com perspectivas tão diferentes!
Mas é preciso mais.
Até que enfim que o PS acordou. Parabens