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Notas Soltas III

19/02/2010

Uma cá…

Duas notas breves para emoldurar este foco que gostamos de lançar sobre a realidade vilaverdense.
Uma para aplaudir mais uma iniciativa das muitas com que, anualmente, por esta altura, Vila Verde tem procurado namorar Portugal, fazendo desta realização uma imagem de marca que muito tem prestigiado o nosso concelho e que, naturalmente, encanta todos quantos se identificam com os valores culturais da sua terra. Um ‘bem haja’ à Câmara Municipal de Vila Verde como modesto incentivo para que nunca se perca este evento, com votos de que o seu sucesso se constitua como exemplo a seguir noutros domínios.
Outra para verberar o desmazêlo com que se tem arrastado o arranjo da travessia municipal que vai da Rua dos Bombeiros para Barbudo (com entrada ou saída, como se queira, junto ao Lidl), via que se encontra inutilizada em metade do seu percurso ascendente e condicionada na metade descendente a um desvio por um atalho degradado que desagua na ponta final de uma não menos degradada via que liga a Vila a Turiz.
São milhares os vilaverdenses da zona norte-poente do concelho que utilizam a via em questão, atalhando por aí para se deslocarem à sede do concelho e daí regressarem aos seus lugares de origem. São esses mesmos milhares os conterrâneos nossos prejudicados há cerca de dois meses por uma incompreensível inércia do no nosso poder municipal. Desta história toda fica de positivo algum sossego dos moradores do troço de via em questão e das obras de construção civil que por aí vão decorrendo sem sobressalto de maior.

Outra lá…

Com um apoio esmagador de mais de vinte dos vinte e sete Estados membros, Vitor Costâncio foi escolhido no pretérito dia 14 de Fevereiro corrente para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), tornando-se, assim, no segundo homem forte do sistema financeiro comunitário.
Choveram aplausos de todos os lados e pairou em alguma imprensa um evidente engasgo pela dimensão do acontecimento, tido por alguma (e.g. Público) como um arranjo político, como se, na verdade, as coisas assim sempre não acontecessem e, naturalmente, não deixarão de continuar a acontecer doravante, sem que daí se possa inferir que, por ser dessa maneira, dá direito a um qualquer “borra botas” ocupar lugares que só uns poucos são capazes de o fazer com o grau de exigência que lhes é naturalmente inerente.
Afinal, o homem (Vitor Constâncio) a quem em Portugal há uns dias atrás a nossa política vesga e sectária chamou todos os nomes, não é tão burro assim, nem a má pessoa com que o tentaram descredibilizar a todo o custo.
Ou será que, na Europa, os burros são os outros que o escolheram?

8 Comentários leave one →
  1. 23/02/2010 01:59

    Então, não é escandaloso conhecer, lidar e acompanhar familias com problemas gravíssimos e paralelamente ler e ouvir falar de milhares re euros SÓ NUM EVENTO? Concordamos todos, por isso gosto de comentar neste blogue. Aqui persiste valor humano e claramente uma luta pelos direitos dos que tem menos mas, contrariamente ao que a camara faz, são estes, os mais desfavorecidos que o PS tenta nunca abandonar e NUNCA “utilizar” de politicas ofensivas ou de exclusão. Mas esta postura do PS não será nunca a do PSD, PORQUE O VALOR HUMANO DOS SOCIALISTAS VILAVERDENSES É, na practica o desrespeito dos sociais democratas. pela sua gente.

  2. 22/02/2010 23:10

    O autor do último comentário têm toda a razão. Não há coragem para reduzir uns trocos na conta da água mas há o descaramento de gastar milhares em festa para promover alguns dos vereadores.
    É mesmo uma terra sem norte mas onde toda a porcaria vinda dos senhores vereadores do PSD é aplaudido.
    Tenham vergonha e ponham em prática politicas a sério que ajudem os Vilaverdenses a viver melhor. A politica serve para isto, aliás só deveria servir para isto.
    Ponham em prática a proposta do Luís Filipe Silva, essa sim mostra preocupação com quem está a passar dificuldades e em Vila Verde são muitos.

  3. 22/02/2010 19:54

    Não há nenhum vilaverdense que não se orgulhe do sucesso da sua terra. O Namorar Portugal pode ser um dos motivos de orgulho, todos estamos de acordo. Mas vou discordar do sr. Alberto Nídio. não felicito a autarquia, não louvo o evento nem reconheco os fins que tanto se preocupam em divulgar. Partilho na totalidade com o sr. Ricardo Arantes. Todos queremos este evento, REPUDIAMOS tudo que está inerente à sua organização, ao negócio que se faz nos bastidores e à exposição ao ridiculo a que todos estamos sujeitos com estes gastos que indignam todos. Lendo o post do dr. Luis Filipe Silva maior é a indignação…temos problemas sociais graves no concelho e ainda há quem dê os parabens a autarquia por aplicar num evento mais de 130.000euros. Temos de ter algum equilibrio na gestão para se projectar o nosso concelho. Que pensarão as familias que se debatem de carencias graves em relação ao Namorar Portugal?! Esquecam, é melhor nem pensar… Excelente a visão do sr. Ricardo Arantes!

  4. Ricardo Arantes hiperligação permanente*
    21/02/2010 13:56

    Sem dúvida que a discussão “saudável” que se tem traçado neste blogue é reveladora de uma mais valia para todos. Os autores a discordar uns dos outros é a maior prova disso.
    Embora possa achar que a iniciativa do “Namorar Portugal” seja uma boa ideia, penso que falha completamente o alvo.

    - Não podemos ganhar o público regional se ainda não temos o público local.

    - Não podemos ganhar o público nacional se ainda não temos o público regional.

    As coisas têm que começar pelo início e não pelo fim. Temos que ser ambiciosos mas não ao ponto de querer tudo de uma vez, pois no final nada fica e apenas se gastou, gastou, gastou…
    É isso que tem acontecido todos estes anos!

    Considero que “Concurso Internacional de Criadores de Moda” é uma boa iniciativa de promoção de talentos… mas fará sentido uma pessoa que goste de ver um desfile de moda ter que jantar e pagar 30 euros porque apenas quer ver o espetáculo? Não… Claro que não!

    Sei que se começam a ouvir os Vereadores da Oposição e que o alargamento para o “Mês do Romance” é um reflexo disso mesmo. É ainda com a alegria, que vejo as coisas a começarem a mudar mesmo que seja de forma muito tímida para ninguém se aperceber. É com satisfação que vejo que as propostas que um dia foram rejeitadas à oposição, serem-lhes mudadas as vírgulas, apresentadas e aprovadas pelo Executivo Municipal.

    Ninguém é dono da verdade e por isso é preciso aprender com quem sabe… É preciso ouvir o que os agentes de turismo e associações culturais locais têm para idealizar, ouvir o que os artesãos locais têm para sugerir, ouvir o que os comerciantes locais têm para propor…

    QUERO AQUI DEIXAR UM CONJUNTO DE QUESTÕES QUE PODERIAM MUITO BEM SER DEBATIDAS COM OS AGENTES LOCAIS NA ORGANIZAÇÃO DO “NAMORAR PORTUGAL PARA 2011”

    1. O que acham de um fim de semana para a moda, outro para as tradições e outro para a gastronomia?
    2. O que acham do próximo evento “Namorar Portugal”, ocorrer noutras freguesias como a Vila de Prado (sul) e/ou Vila do Pico dos Regalados (Norte)?
    3. O que acham de não se investir numa tenda gigante e se promover as bonitas quintas espalhadas por todo o Concelho?
    4. O que acham de uma iniciativa cultural de promoção de talentos, como por exemplo um lançamento anual de um livro de Poemas de Amor, realizados pelos nossos meninos das escolas ou por Vilaverdenses que quisessem participar?
    5. O que acham em vez de se fazer um “hiper/mega” jantar elitista com convidados gratuitos (que nada tem de serviço municipal), se aproveitar e promover a gastronomia local através de restaurantes que se queiram associar?
    6. O que acham de se fazer a preços simbólicos, independente e de forma que todos os Vilaverdenses possam participar, o Concurso Internacional de Criadores de Moda?
    7. O que acham da ideia da divulgação do turismo local com pacotes temáticos organizados (pacotes de fins de semana temáticos em turismo de habitação rural e não só – um para o Concurso de Criadores de Moda, outro para uma Exposição de Lenços de Namorados, outro para Artesanato, outro para Gastronomia, etc)?.
    9. O que acham da ideia do ponto 7. para os bonitos “chalés” no Parque de Campismo abandonado em Aboím da Nóbrega?
    10. O que acham da ideia de uma divulgação da gastronomia local com pacotes temáticos organizados (pacotes de fins de semana temáticos – um para o Cabrito, outro para o Pica no Chão, etc)?
    11. O que acham da ideia de se fazer uma grande exposição e divulgar a nossa cultura local (Lenços de Namorados e tudo que possa estar ligado às nossas tradições)?
    12. Já que falamos em exposição no ponto 11. o que acham de uma feira para as empresas concelhias ligadas à organização de eventos de “Amor” mostrarem os seus produtos (fotografia, vestidos de noiva, quintas, vídeos, agências de viagens, flores, conjuntos musicais, imobiliárias, pastelarias, etc)?
    13. O que acham da abertura do Posto de Turismo ao fim-de-semana como acontece na maioria dos locais?
    14. O que acham de se gastar muito menos e se fazer muito mais?

    Muitas outras questões deveriam ser feitas.
    Tudo teria que ser debatido com os agentes locais e não decidido nos gabinetes em cima do joelho por pessoas que pensam saber de tudo e sobre tudo!

    Aprender nunca fez mal a ninguém!

  5. 21/02/2010 04:34

    Este blogue cada vez sobe mais na minha consideração. Aqui um exemplo que os autores não concordam todos com a mesma opinião…

    Eu sou dos que aprecio a ideia “Namorar Portugal” mas penso que falha da maneira que é feito.

    Além disso 130000 euros de orçamento dava para fazer muito mais!

    Bem hajam.

  6. 21/02/2010 04:30

    Só a oposição vesga e sectária como refere é que não é capaz de aplaudir!
    Parece que o que era péssimo ca dentro brilha lá fora!!!

    É uma boa razão para todos pensarem nas críticas que foram feitas ao longo de 2009 a um homem com o prestígio de Vitor Constâncio!

  7. 21/02/2010 04:28

    Não concordo com o Dr. Alberto Nídio quando diz…

    “encanta todos quantos se identificam com os valores culturais da sua terra”

  8. 21/02/2010 04:26

    O que me leva a gostar tanto deste blogue é que os autores têm opiniões contrárias uns dos outros.

    Isto sim é liberdade e democracia. Enquanto uns criticaram o Namorar Portugal, Alberto Nídio louva a iniciativa.

    Embora discordando da opinião deste autor acho que o blogue brilha desta maneira!

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