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Solução para a Casa da Cultura de Vila Verde

27/02/2010

Num mundo cada vez mais globalizado, é fundamental organizar e gerir os meios disponíveis consoante o que foi determinado pela política cultural, tendo consciência da diferenciação nestes conceitos para uma maior rentabilização neste sector. No caso concreto de Vila Verde, a existência de novas infra-estruturas e equipamentos municipais é um passo que deve ser considerado como inevitável e essencial.

Penso que Vila Verde ganharia ao reutilizar os seus espaços mais degradados, e/ou mal aproveitados, apostando na criação de equipamentos municipais que de certa forma, seriam uma mais-valia a nível cultural, económico e social. Por isso mesmo, após analisar o sucesso de algumas Casas da Juventude em algumas cidades do país, que se preocupam com os seus jovens, procurei acima de tudo apurar a viabilidade deste tipo de projectos que cada vez mais, são uma aposta dos municípios para atingir um maior desenvolvimento local e regional, salvaguardando a identidade e o património local, através do incremento de práticas e actividades culturais.

Na minha perspectiva, uma solução para a nossa Casa da Cultura, que de cultura só terá o nome, seria fazer desta uma Casa da Juventude, uma vez que o executivo da nossa Câmara Municipal diz tanto se preocupar com esta faixa etária. Para quem desconhece este equipamento considerado recente em Portugal, surgindo no nosso país pela primeira vez em 1997, na Póvoa de Varzim e, desde então, difundiu-se um pouco por todo o país respondendo a uma necessidade de complemento educativo aos tradicionais estabelecimentos de ensino, fornecendo às novas gerações diversas linhas de apoio e informação no desenvolvimento de actividades culturais e de lazer.

Um caso concreto de sucesso em relação a este equipamento é o Município de Esposende, que no ano de 2006 inaugurou a sua Casa da Juventude, o actual gestor, Dr. Rui Losa, conseguiu realizar um excelente trabalho e tornar aquele espaço num local de referência e proporcionar excelentes propostas culturais de lazer para os residentes deste concelho apenas num ano.

Sem dúvida, mostra-se urgente criar uma relação estreita com os mais novos e a comunidade escolar, através da oferta de actividades culturais e na descentralização para conduzir este tipo de equipamentos. Os programas deste equipamento, envolvem as inúmeras áreas, tais como a educação, juventude, lazer e actividades culturais, que atendem aos hábitos culturais de um público-alvo jovem.

Vila Verde precisa de um espaço inovador, onde seja possível observar promover e difundir actividades culturais com uma temática variada, para um público-alvo com idades compreendidas entre os 14 e 30 anos principalmente (apesar de defender que deva estar aberto também à comunidade em geral).

Atrevo-me a dizer que este tipo de equipamento não sairá assim tão fora do orçamento da nossa Câmara, dando um exemplo concreto, a Câmara Municipal de Esposende apenas atribui anualmente aproximadamente 1/5 do orçamento que o nosso Município dispensa ao evento “Namorar Portugal”. Afinal está provado que um bom gestor é aquela que com poucos recursos financeiros consegue fazer muito, o contrário toda a gente consegue fazer!

Caros leitores,

  • Será que os Jovens do nosso concelho não merecem ser lembrados?
  • Será que não vale a pena investir na formação dos Jovens Vilaverdenses?
  • Afinal não são os nossos Jovens o futuro de Vila Verde?
  • Merece a nossa Casa da Cultura chegar ao ponto que chegou, transformando-se num local frio e amorfo?

Vale apena reflectir!

15 Comentários leave one →
  1. 03/03/2010 18:17

    Penso que é uma boa opção para dar vida a um suposto equipamento municipal… infelizmente no nosso país, as politicas culturais não são um fio condutor para maioria das autarquias e muitos dos investimentos surgem só para mostrar o “trabalho” de um mandato! Por conhecer a realidade da autarquia de Esposende, penso que é importante apontar um factor determinante para o sucesso de qualquer equipamento municipal: uma boa gestão. Quando ao longo deste texto é mencionado o actual gestor da Casa da Juventude de Esposende, não é por acaso! A própria Casa da Juventude de Esposende teve dias menos bons mas, felizmente o novo gestor tem desempenhado um excelente trabalho… no período de um ano conseguiu realizar uma excelente programação e cativar o público-alvo e maioria dos residentes do concelho. Para quem não sabe, as Casas da Juventude seguem um modelo de funcionamento baseado na animação sócio-cultural e surgiram na Europa, após a II Guerra Mundial, acompanhando o desenvolvimento das sociedades.
    A Alemanha e a França, foram os países que serviram de referência para a implementação da 1ª Casa da Juventude do país. O modelo de funcionamento deste tipo de equipamento, é baseado no desenvolvimento de actividades de ocupação dos tempos livres e na formação pedagógica das novas gerações por isso mesmo, com o desenvolver das sociedades formaram-se, sobretudo nas cidades, onde a oferta de emprego e o índice de desenvolvimento mais se evidenciava, grupos populacionais que eram incapazes, com os seus rendimentos, de se integrar na estrutura social dessas cidades, nomeadamente adquirir uma casa dentro dos padrões considerados normais, possibilitar aos seus filhos uma educação básica, bem como frequentar os lugares mais apetecidos e movimentados.
    Para além disso, as novas cidades apreciaram um fluxo migratório, oriundo de diversos países, na ânsia de encontrar melhores condições de vida. Essas pessoas que, na maior parte das vezes, chegavam sem formação especializada, sujeitavam-se aos mais diversos modos de vida desde que chegasse para juntar algum dinheiro ou mesmo subsistir (raramente estas pessoas conseguiram à plena integração na sociedade que os albergou).
    Surge então uma nova atitude, mais humanista, mais virada para as pessoas e para a sua
    satisfação.
    Como forma de diminuir esta situação crescente de desintegração social, de insatisfação
    permanente de uma parte da população, de prevenir o caminho da delinquência juvenil e,
    também, como forma de diminuir a diferença de educação e formação dos indivíduos, ou seja, diminuir o fosso de desenvolvimento no interior de algumas sociedades, criaram-se, entre outras medidas de desenvolvimento social, as casas de juventude que funcionam dependentes dos serviços sociais e de juventude do poder central ou das autarquias. Estes centros de atendimento e de profilaxia dos comportamentos juvenis foram, e ainda são, criados junto a estes bairros mais problemáticos. Desse modo, todos os jovens habitantes dos bairros sociais passam a dispor de um conjunto de valências, no sentido de suprimir necessidades de convívio, lazer, ajudando a adquirir novas competências.
    O programa de actividade destes organismos, consoante os locais, dirige-se às necessidades
    sentidas pelos jovens. Geralmente, realizam-se actividades lúdicas e de formação, tão diversas como: cursos de informática, festas temáticas, ateliers de actividades tradicionais, torneios desportivos, oficinas de dança, de fotografia, de actividades circenses, etc.
    A sua estrutura orgânico-funcional integra, regra geral, um quadro especializado na área da
    animação juvenil, um quadro especializado na área de acção social, técnicos-assistentes de
    psicologia, sociologia e sexologia, diversos técnicos de animação sociocultural e técnicos de
    serviços gerais.
    Os edifícios estão distribuídos de acordo com as necessidades, havendo sempre um espaço para a área administrativa, para a área de lazer, uma área para formação e uma área de estar onde, normalmente, se encontra o serviço de cafetaria.
    O papel das Casas da Juventude foi e continuará a ser o de desempenhar uma função de alicerce do desenvolvimento do tecido social. Sendo dirigidas, essencialmente, aos jovens carenciados, estas instituições, que surgiram nos últimos anos em Portugal, procuram contribuir para que “todas” as novas gerações adquiram as competências necessárias ao crescimento do indivíduo e tomem consciência da sua cidadania.
    Por isso, continuo a reforçar a ideia que as infraestruturas, equipamentos e espaços municipais não devem ser construídos por acaso! Sem conhecer uma realidade e necessidade social, não é possível obter um resultado positivo e satisfatório para o público-alvo de cada equipamento municipal! Espero que a Casa da Cultura de Vila Verde seja alvo de uma reestruturação e que passe a ser um ponto de referência local e não só! Gostava de dar só mais uma achega… já que aqui é dado o exemplo da Casa da Juventude de Esposende, gostaria de sublinhar que este equipamento também alberga a actual Escola de Música de Esposende. Apesar de funcionarem de uma forma independente, este equipamento permite ser ainda mais útil ao ter esta Escola de Música. Por isso, porque não seguirem o mesmo “modelo”?! Parabéns Carla pela crónica e espero que o futuro deste sector seja mais risonho e valorizado…

  2. Carlos Mendes hiperligação permanente*
    03/03/2010 00:38

    Boa noite
    devo dar razão à Sónia Cerqueira, pois de facto o projecto da AMVV é uma mais valia para a cultura em Vila Verde, e em especial na formação cultural, através das crianças que a frequentam e dos familiares que levam atrás de si para as audições.

    Sou Pai e tenho as minhas falhas no ensino articulado, considerando esse tipo de ensino uma verdadeira mais valia no crescimento intelectual das crianças e Jovens.

    Creio que o grande problema não está na AMVV, mas na ACMVV e tudo o que gira à sua volta, mas acima de tudo na ausência de espaços no Concelho de Vila Verde, para associações em especial as culturais, sendo que a AMVV acaba por levar de tabela.

    Acredito que diversas soluções já aqui avançadas, e não são mais que propostas para amadurecer, poderiam colmatar essa lacuna. Por exemplo a transformação do espaço da antiga Adega, pela sua localização, próxima do centro da Vila, e da Casa da Cultura, poderia ser um espaço de excelência, com um auditoria que poderia ser utilizado pela AMVV, que bem precisa, e por outras associações culturais como a dança, o teatro, entre outras, podendo ser um espaço agregador de trabalhos conjuntos. Que belos espactaculos poderiam surgir com teatro, musica e dança realizados por jovens Vilaverdenses…

    Mas como a Adega já foi, deve a Câmara criar as condições para que a AMVV continue a crescer como tem acontecido, criando ao mesmo tempo espaços para as restantes associações culturais e não só, que muitas delas só precisariam de uma sala para as suas coisas e um espaço de ensaios e apresentações que poderia ser partilhado entre si.

    Visto parte delas só funcionarem à noite, poderiam alguns espaços ser partilhados mesmo com a parte do ensino articulado da AMVV como seriam talvez espaços de formação, auditório etc.

    Mais importante que tudo isto seria o surgimento, e realização de um verdadeiro plano cultural. Em vez disso o nosso executivo prefere criar espaço para teatro virtual na futura casa do (des)CONHECIMENTO, quando ainda não tem espaços para gente real…

  3. Sónia Cerqueira hiperligação permanente
    03/03/2010 00:01

    Continuando a reflexão…

    A meu ver, a luta pela dinamização cultural do concelho de Vila Verde deve-se reger pelo princípio de UNIDADE e de VALORIZAÇÃO.

    Se a ‘frente cultural’ musical está em crescimento gostaria de ver (neste caso, ler) entre os demais defensores da CULTURA (volto a insistir, em todas as suas ‘frentes’) um sentimento de contentamento. Afinal, mesmo que a Academia de Música represente apenas uma fatia do ‘bolo’ CULTURA, ela está a cumprir o seu papel como dinamizadora deste concelho. Das leituras que vou fazendo neste blogue, fico com a sensação de que existe por vezes algum ressentimento pela Academia de Música estar em expansão (e / ou por estar a usufruir do espaço da Casa da Cultura). Espero estar errada. Pois o projecto CULTURA para este concelho, como acredito que todos ambicionamos, só se concretiza havendo união entre os seus diferentes ramos. E união existe quando também conseguimos valorizar as especificidades (que existem e ainda bem! Mais oportunidades de aprendizagem se criam!) de cada ramo cultural.

    Quantos mais ramos culturais se puderem / conseguirem desenvolver tanto melhor. Mas isso não deverá implicar necessariamente a existência de um espaço físico comum a todos. Se nalguns casos até será possível congregar num mesmo lugar distintas vertentes culturais, noutros casos a natureza das actividades culturais requer condições espaciais específicas. O projecto CULTURA para o concelho (prefiro esta designação à de Casa da Juventude) não ficará diminuído por se compor de vários espaços de acordo com as características das actividades culturais a desenvolver. Antes pelo contrário. A diversidade e a descentralização dessas actividades no próprio concelho devem ser entendidas como uma mais valia nesta luta pela dinamização cultural. O edifício conhecido como Casa da Cultura como todos sabemos não foi pensado para esse efeito mas desde cedo que começou a oferecer algumas aulas de música até mais recentemente se tornar nas instalações ‘oficiais’ (consentidas pelo Ministério da Educação, é importante que se lembrem desta condição) da Academia de Música. Num futuro (e prevendo requalificações urgentes) vejo este espaço com potencialidade para ser adaptado num formato de Casa da Juventude, nos moldes que Ricardo Arantes descreveu no seu post. Depois a Biblioteca, O Mercado Municipal, a Academia de Dança, a Academia de Música, e outros espaços que poderão / deverão existir continuam sempre a ser pólos culturais insubstituíveis que valorizam e dignificam o projecto globalizante de CULTURA para o nosso concelho.

  4. 02/03/2010 22:03

    É um lugar onde pode e vai haver muita alegria.
    Mas para isso é preciso ter gente com capacidade à frente da câmara que imponha nas outras instituições a mesma postura séria de serviço ao concelho.

  5. 02/03/2010 19:37

    A casa da cultura já foi a cadeia de vila verde,onde aconteciam as maiores atrocidades ( no tempo do antigo regime obviamente) foi um lugar de muita dor e sofrimento, está ainda na memória de alguns. Esperemos que neste lugar, haja muita alegria; com muita música, muita cultura, muitos jovens e que todos sejam felizes neste belo edifício.

  6. 02/03/2010 16:17

    Se esse formato de Casa da Juventude fosse aliado às associações culturais do concelho, incluindo a ACMVV, poderia ser criada uma sinergia interessante e produtiva. Contudo, a Academia de Música (que deveria ser independente da ACMVV para não haver confusões ou então a dita associação deveria ter também actividades culturais além da música) tem crescido muito, e consequentemente as suas necessidades de espaço… Não concordo que o espaço da Casa da Cultura seja exclusivo dessa academia, e no fundo, da associação que a ‘detém’, pois, mais uma vez, a cultura é mais do que música. Por isso é que se deveria investir numa Casa da Cultura de excelência: o formato Casa da Juventude envolveria mais os jovens do concelho, mas acho que esquece as outras faixas etárias, contudo, não deixa de ser uma referência a ter em conta e, aparentemente, fácil de implementar. Na falta de espaços, a Biblioteca e a Casa da Cultura/Casa da Juventude (e até o futuro Mercado Municipal) poderiam funcionar como pólos culturais dum programa com objectivos comuns. Não conheço o projecto para a requalificação da Casa da Cultura, mas espero que não se esqueçam das outras artes e de proporcionar actividades e espaços para os jovens, dinamizando assim esse equipamento.

  7. 01/03/2010 10:10

    É a segunda vez que o assunto é abordado mas nunca é demais.
    No entanto Sónia Cerqueira fez muito bem em precisar algumas questões.
    É esta característica que este blog tem e que o distingue de todos os outros.

  8. Sónia Cerqueira hiperligação permanente
    01/03/2010 00:44

    Como recente seguidora deste blogue, vejo que é a segunda vez que o tema Casa da Cultura é alvo de discussão. Até entendo e aprovo algumas das sugestões apresentadas como características ideais daquilo a que se poderia chamar de Casa da Cultura. No entanto, parece-me que nas diferentes intervenções que foram sendo feitas acerca deste tema se confundem assuntos que deveriam ser tratados separadamente, a saber: 1) Casa da Cultura; 2) Associação Cultural e Musical de Vila Verde; 3) Academia de Música de Vila Verde.

    1) CASA DA CULTURA

    Tanto quanto me lembro, o dito edifício existe, como Casa da Cultura, desde que me conheço. Em conversas, fixei a data de 1980 como o ano de fundação da Casa da Cultura. Corrijam-me se estiver errada, por favor. Entretanto da próxima vez que visitar a Casa da Cultura vou estar mais atenta à sua placa de inauguração. Uma Casa da Cultura que existe há 30 anos! Para tão longa longevidade pergunto-me onde está registada a história desta “instituição”? Teria muito gosto em conhecê-la. Por outro lado pergunto-me se constituirá um conteúdo de interesse para os vilaverdenses visto que no site da Câmara Municipal de Vila Verde não existe qualquer informação acerca desta ‘Casa de Cultura’ nem na coluna respeitante à Cultura, nem na coluna respeitante ao Património. Também experimentei colocar os termos Casa da Cultura no campo de pesquisa mas não obtive qualquer resultado válido. Proposta: fazer da Casa da Cultura uma Casa da Juventude. Conhecendo suficientemente bem as instalações da Casa da Cultura até acredito na exequibilidade desse projecto proposto pela Carla.

    2) ASSOCIAÇÃO CULTURAL E MUSICAL DE VILA VERDE (ACMVV)

    Tanto quanto sei, esta associação surge ao mesmo tempo que se funda a Casa da Cultura. Trata-se portanto de uma Senhora Associação trintona! Algum vilaverdense conhece o seu regulamento? No site da Câmara Municipal de Vila Verde, apenas consegui obter o contacto / endereço desta associação. Por isso achei verdadeiramente curiosa e confusa a afirmação de um anónimo: «aquele espaço foi dado de mão beijada à Academia de Música, ou melhor, a uma associação local chamada de Associação cultural, musical e recreativa de vila verde». Pergunto ao anónimo se sabia que a Academia de Música só foi oficializada como Academia há cerca de 4 anos? (sim porque é necessário passar com boa nota a uma série de provas impostas pelo Ministério de Educação para conseguir esta consagração, dentro das quais se destaca a das instalações!). Até então existia uma simples escola de música. Procure legislação e irá perceber que existem diferenças consideráveis. Não entendo como se confundem estas duas entidades. Apenas consigo estabelecer uma ligação entre ambas: o facto da ACMVV ser entidade patronal da Academia de Música. A única ‘secção’ da ACMVV que eu conheço. Já agora conhece outras? Eu tinha muito interesse em conhecê-las e em 30 anos de existência muita coisa deverá ter acontecido, será de conhecimento público? No mínimo estranho… ou tão duvidoso quanto o facto da ACMVV ser privilegiada em relação a outras associações locais, como nos informa e ainda bem. Ficam perguntas no ar:

    - O que desenvolveu a Associação Cultural e Musical de Vila Verde em 30 anos de existência?
    - A Academia de Música de Vila Verde é a única ‘actividade / secção cultural’ promovida pela ACMVV? Porquê?
    - A ACMVV é uma associação privilegiada entre as demais associações do Concelho? Porquê?

    3) ACADEMIA DE MÚSICA DE VILA VERDE

    «A Academia de Música de Vila Verde é uma escola especializada no ensino da música, cabendo-lhe proporcionar formação especializada de elevado nível técnico, artístico e cultural nessa área, de acordo com planos e programas oficiais. A academia pode, sempre que possível, oferecer ensino articulado.» – Artigo 1º do Regulamento Interno da Academia de Música de Vila Verde.

    Relativamente aos objectivos desta instituição pode ler-se:

    «A academia fundamenta a sua acção educativa nos seguintes princípios pedagógicos:
    1. Uma escola humanizada e humanista em que qualquer pessoa se sinta realizada pessoal, social, cultural e profissionalmente;
    2. Uma escola participada e democrática em que todos os membros da comunidade educativa colaboram e se sentem responsáveis pela construção de uma escola de qualidade;
    3. Uma escola aberta a realidade atenta as dinâmicas sociais e não fechada sobre si mesma;
    4. Uma escola cultural que possibilite o desenvolvimento de todas as potencialidades e capacidades dos alunos de forma equilibrada;
    5. Uma escola criadora de dinâmicas que possibilitem a realização de momentos artístico -culturais articulados com a comunidade.» – Artigo 4º do Regulamento Interno da Academia de Música de Vila Verde.

    Uma vez que a Academia de Música usufrui das instalações da Casa da Cultura, tenho de dizer à Carla que tem completamente razão quando diz que se trata de um local frio. Havia de ter visto a dificuldade dos alunos de iniciação de violino numa audição de Carnaval a tentar tocar naquele átrio gelado e a cara do público assistente que se agarrava aos sobretudos lamentando não ter trazido algo ainda mais quente. Por outro lado, sabendo que estão a ser postos em prática os objectivos anteriormente enunciados, ao contrário do que a Carla afirma, a Casa da Cultura faz jus ao nome que tem e de amorfo não tem nada. Basta visitá-la em qualquer dia da semana e verificar que todas as salas estão ocupadas com alunos em aula ou a estudar, a fazer música, ou seja cultura. Se se está a referir às outras secções culturais que integram a ACMVV, tal como já referi não tenho conhecimento delas. Antes tivesse e quem sabe não concordaria consigo!

    Felizmente a Academia de Música está em crescimento e as instalações da Casa da Cultura já inadequadas ao ensino de música estão a tornar-se insuficientes. Espero é que haja ‘sensibilidade política’ na minha terra para que se possa encontrar uma solução saudável para esta expansão cultural. Espero também que ‘outras secções culturais’ da Associação e outras Associações locais consigam vencer neste meio que não é fácil. CONHEÇO BEM E ADMIRO O TRABALHO DOS MEUS COLEGAS QUE TORNARAM POSSÍVEL ESTE PROJECTO DE UMA ACADEMIA DE MÚSICA PARA VILA VERDE E DESEJO A MELHOR SORTE PARA TODOS OS QUE SE INTERESSAM PELO DESENVOLVIMENTO CULTURAL DO CONCELHO E EM TODAS AS SUAS VERTENTES! VIVA A PLURALIDADE!

  9. Ricardo Arantes hiperligação permanente*
    28/02/2010 19:26

    Mais uma vez neste espaço a realização de propostas e contributos importantes para o desenvolvimento do Concelho. Importa salientar que se existisse um Conselho Municipal consultivo como existe noutras autarquias que gostam de ouvir a população local, tudo seria mais fácil. Aqui como ainda não existe, resta-nos este fórum de discussão que como sabemos muito já tem feito. Olhamos o Concelho pela positiva dando soluções para a política ruinosa que tem sido traçada pelo Executivo Municipal ao longo dos últimos anos.

    Não me querendo desviar do teu tema… dar-te os parabéns pela excelente crónica que nos brindas. Por seres uma pessoa tão envolvida com a Cultura quem melhor que tu neste espaço para um tema como este. O exemplo que trazes da Câmara Municipal de Esposende é muito revelador de que como é tudo pensado lá e aqui. O que os outros conseguem fazer com tão pouco e o que nós não conseguimos fazer com tanto.
    É de facto incrível quando referes: “1/5 do orçamento do Namorar Portugal”

    As “Casas da Juventude”, são projectos muito interessantes e importantes para toda a sociedade e claro, em particular para os jovens. O projecto proposto não é um projecto que envolve grandes custos mas que envolve capacidade, visão, rumo e estratégia a um Executivo Municipal que infelizmente não temos. Vejamos o que é realizado por exemplo na “Casa da Juventude” de Matosinhos.

    “(…)
    CASA DA JUVENTUDE DE MATOSINHOS:
    (retirado do site da CM Matosinhos)

    * Secretaria
    * Sala de Informática
    * Cafetaria
    * Sala de Música/Convívio
    * Sala de Formação
    * Atelier de Artes Plásticas
    * Atelier de Artes Gráficas
    * InforJovem
    * CAJ

    SECRETARIA
    Com atendimento prestado por técnicos preparados para fornecer informações sobre assuntos relacionados com os jovens, podem ser apresentados projectos para a realização de actividades vocacionadas para a população juvenil. Os técnicos estão disponíveis para ouvir os mais novos sobre as suas preocupações e sonhos, fornecer pistas e orientações para responder aos seus anseios e encontrar as soluções com vista à transposição dos obstáculos que encontram no seu dia a dia.

    SALA DE INFORMÁTICA
    Sala dotada de equipamento informático que funciona como ponto de acesso a um universo infindável de informações. Os utentes encontram neste espaço, de utilização gratuita, um acesso privilegiado às novas tecnologias de informação, nomeadamente a internet, essencial para acederem à “aldeia global”. A pesquisa, o envio e troca de correspondência electrónica, a participação em grupos de discussão e a mera conversa on-line, não é apenas uma realidade virtual !!!

    CAFETARIA
    Local propício para encontros informais, onde os jovens usufruem de um serviço de bar acompanhado de um leque de opções de leitura da imprensa diária, que geram a consequente discussão saudável sobre temas da actualidade.

    SALA DE MÚSICA/CONVÍVIO
    A informalidade e a espontaneidade são duas características que marcam este espaço de convívio entre os seus frequentadores. É também o local escolhido para desenvolver algumas manifestações recreativas e culturais que vão definitivamente ao encontro das preferências da comunidade.

    SALA DE FORMAÇÃO
    Face às elevadas exigências que o mundo do trabalho imprime à generalidade dos diferentes intervenientes, também a Casa da Juventude se encontra equipada para oferecer um espaço permanente de formação, condição indispensável para manter os jovens em constante actualização para fazer face às constantes mutações profissionais, sociais e culturais.
    Considerando a polivalência deste espaço, é ainda possível realizar reuniões e/ou seminários, promovidos pelos próprios serviços, ou, mediante solicitação prévia, cedendo a sala a grupos de jovens informais, associações e/ou instituições do concelho. A cedência fica apenas sujeita à disponibilidade do espaço.

    ATELIER DE ARTES PLÁSTICAS
    Pintar, desenhar e modelar são actividades de expressão criadora. No processo de criação, o indivíduo pesquisa a própria emoção, desenvolve percepções, imaginação e raciocínio, organiza pensamentos, sentimentos, sensações e forma hábitos de trabalho. Criar é uma tendência natural que se manifesta através do trabalho espontâneo. É com esta motivação que está disponível um espaço amplo, adequado para a realização de cursos nas áreas de pintura e expressão plástica, barro, papel, desenho, trabalhos com madeira, entre outros.

    ATELIER DE ARTES GRÁFICAS
    Atelier dotado de um laboratório de revelação de fotografia, tendo como destino preferencial a realização de cursos de vídeo e fotografia, com vista a proporcionar uma visão mais ampla da linguagem audiovisual, fotografia, rádio, TV e vídeo.
    (…)”

    Será difícil aprender com os outros?

  10. 28/02/2010 15:41

    Parece que quem também não dá tréguas é a JS que apresenta no seu site as continhas vermelhas da PROVIVER.
    Parabéns à Juventude Socialista de Vila Verde que se mostra diferente das outras, não abanando só bandeiras em campanhas eleitorais

    site:

    http://www.jsvilaverde.pt.vu

  11. 27/02/2010 22:25

    Não sei se seria boa ideia nascer na casa da cultura a Casa da Juventude…Quem a poderia frequentar? Será que todos os jovens? Eu digo que não!!! Só os militantes do PSD ou da JSD ou então seria interdita a participação de todos os outros, com a condição de se filiarem e serem obrigados a marcar presença em todos os eventos laranja.

  12. 27/02/2010 22:20

    Boa ideia. Mas nunca será posta em prática porque a autarquia favorece uns e ignora outros com a falta de bom senso que a caracteriza. A Carla deve saber que aquele espaço foi dado de mão beijada a Academia de Música. ou melhor, a uma associação local chamada de Associação cultural, musical e recreativa de vila verde. O facto é que aqueles senhores dessa associação são os legítimos donos de todo o edifício. Eu pergunto, E AS OUTRAS ASSOCIAÇÕES LOCAIS TÊM AS MESMAS OPORTUNIDADES E BENEFÍCIOS POR PARTE DA AUTARQUIA? Quantas mais associações tem espaços cedidos a custo zero, por tempo indeterminado? Estou a lembrar-me do grupo folclórico de vila verde que existe há décadas e ainda não tem uma sede digna do seu percurso nem tão pouco espaço próprio para os ensaios dos componentes do grupo. Até onde tem ajudado esta associação? Há tantas e tantas associações locais, que poderiam promover esta terra se todos tivessem os mesmos direitos e pudessem trabalhar em parcerias… Ganhava quem? Claro que VILA VERDE! MAS OS SENHORES DO EXECUTIVO NÃO TEM ESTA VISÃO, OS DA TERRA SÃO DE QUARTA OU QUINTA CATEGORIA, SÓ SÃO VALORIZADOS PELOS QUE VÊM DE FORA OU PELOS POUCOS VILAVERDENSES QUE AINDA NÃO SE DESVINCULARAM DAS SUAS RAÍZES. Boa Noite

  13. 27/02/2010 21:06

    Boa tarde Carla, teve uma ideia para dar uma utilidade à casa da cultura, contudo há muitas carências em vila verde para ocupação desse magnífico espaço, mas os dirigentes não se preocupam. Sou vilaverdense, mas estou sem jeito, com tudo o que se faz e não faz nesta vila que tanto gosto,como será o futuro dos nossos filhos nesta terra, podem ter habilitações académicas superiores mas, se não se envolvem em política, nunca se arranja emprego. Em contrapartida há pessoas de fora, sem habilitações para o cargo que exercem e que trabalham em vila verde, assim como os namorados… os amigos, os pais, os filhos, etc.

    Estes empregos são os da câmara, da misericórdia, escola profissional , proviver…
    Quando é que se empregam as pessoas pelo seu mérito? Nem oportunidades lhes são dadas…

  14. 27/02/2010 20:46

    A Carla Leitão, não pode dar sugestões sobre as possíveis utilidades da casa da cultura, caso contrário os nossos governantes fazem birras e não aceitam qualquer proposta que não a deles.Talvez muito mais tarde possa surgir a ideia, mas agora nem pensar. Faltou a maioria para acabar com esses caprichos, os ninhos estão feitos e quem tentar desfazê-los corre perigo.

  15. 27/02/2010 16:35

    A autora deste artigo está repleta de razão. É lamentável que um lugar por passaram centenas e centenas de vilasverdeses esteja desaproveitado e amorfo, como diz.
    É um edificio com história, bonito, bem localizado e deves er aproveitado.
    Parabens por se terem lembrado deste edifício.

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