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Dia Internacional da Mulher [1]

08/03/2010

Não sendo grande apologista deste dia da mulher, não entendo que benefício traz nem que igualdade defende. Ainda assim, e sem feminismos ou outros radicalismos, não deixa de ser importante falar sobre a mulher e o seu papel neste dia que lhe e especialmente dedicado (e que pretendera sobretudo marcar e lembrar uma mudança, que deve existir nas mentalidades das sociedades modernas).
Sim, temos os mesmos direitos e deveres enquanto cidadãs e cidadãos (pelo menos no nosso contexto Europeu), mas todos sabemos que existem diferenças que não permitem uma igualdade a todos os níveis; temos características que nos distinguem, mas que não nos tornam mais fracas, pelo contrário.
Talvez apenas a questão do emprego e respectivos salários seja ainda a ‘pedra no sapato’ das mulheres, por não estar ‘uniformizada’ e evoluída. Contudo, para lá caminhamos, a maior parte ‘das licenciadas’ são mulheres, e na minha opinião, é apenas uma questão de tempo para que nos tratem com o valor que merecemos, atendendo as nossas capacidade e currículos, independentemente de pensarmos em casar ou ter filhos. Agora, até se fala do que essa sociedade feminina, formada e informada, provocara nos homens (no seu ego e comportamento) num futuro próximo.
As mulheres têm características como a organização, a tolerância, a criatividade e o carácter, como factores determinantes dessa diferença e que determinam as suas atitudes e filosofia de vida. E é isto que espero da nossa vice-presidente de Câmara, a Dra. Júlia Fernandes, independentemente da sua cor e percurso político. Espero a sua influência feminina, que acredito ser positiva em qualquer área, sobretudo nas importantes, como são as autarquias. Acredito que a sua perspectiva feminina poderá ‘amolecer’ e persuadir os restantes membros da autarquia, afim de que sejam tomadas decisões mais sensatas, executáveis, económicas, justas…

12 Comentários leave one →
  1. Carlos Mendes hiperligação permanente*
    08/03/2010 23:49

    Parabéns a todas as Mulheres.
    Como pai de 4 raparigas, sonho que elas possam viver num mundo cada vez mais igual.

    Parabéns Paulina, pelo excelente texto.

  2. 08/03/2010 21:22

    O Senhor anónimo que escreveu este texto:

    “Anónimo hiperligação permanente
    Bem pelos vistos já há excepções. Já falou o Ricardo Arantes e o Sr. Félix.
    Ok. Mas está bem. Como foi por uma boa causa os gestores do blog estão perdoados.”

    Precisa de estar mais atento ao ler Português. O tema é alusivo ao Dia da Mulher, independentemente de ser escrito por “homem” ou Mulher…

  3. 08/03/2010 20:15

    Começando pelo princípio… Sim, sou optimista, e por isso ando por este espaço a tentar dar ideias e a contribuir para a discussão e divulgação do que se passa pela nossa terra. As mulheres podem ser influentes, e quase sempre boas influências, por isso a minha referência à Dra. Júlia Fernandes (que não é vice-presidente, como rigorosamente me corrigiram – obrigada!) em jeito de apoio e bem-haja, para que não se esqueça que representa as mulheres, e sobretudo as mulheres Vilaverdenses, que anseiam por um futuro melhor para si, para os seus e para os outros.
    A questão da desigualdade no trabalho parece-me a mais alarmante, não estou nada preocupada com os o/a senhor/senhora… preocupam-me as questões reais e com efeitos reais na vida das mulheres. Vi hoje nas notícias que as mulheres que trabalham nos notários e serviços similares, não têm direito a licença de maternidade; que argumentos existem para essa excepção?
    Também li ontem aquele que me parece ser o termo mais indicado para o que se vive hoje no dia da mulher, estão a ‘Sao Valentizar’ este dia. E embora todas as mulheres gostem de flores, não seria mais gratificante se soubessem que o seu horário seria flexível? Que seria aberta uma creche mais próxima do seu local de trabalho? Que não tivesse de enfrentar o trânsito ao fim do dia (numa vila que tinha essa característica e que em muito contribuía para a sua qualidade de vida)? Que a partir de hoje haveriam mais modalidade desportivas para as mulheres? Que não teria de pagar estacionamento sempre que fosse à farmácia ou padaria?

  4. 08/03/2010 19:16

    Parabéns às mulheres deste blog que se identificaram,que o exemplo delas seja seguido por muitas mulheres do CONCELHO de VILA VERDE, quase me atrevo a denomina-las de (CATARINAS EUFEMIAS).

    Parabéns e muitos êxitos.

  5. 08/03/2010 16:54

    Bem pelos vistos já há excepções. Já falou o Ricardo Arantes e o Sr. Félix.
    Ok. Mas está bem. Como foi por uma boa causa os gestores do blog estão perdoados.

  6. Ricardo Arantes hiperligação permanente*
    08/03/2010 16:42

    Parabéns Pau pelo dia!

    Apenas deixar aqui um artigo da minha amiga Marta Ferreira em 08 de Março de 2009, que vai muito ao encontro desta tua reflexão…

    “Pode dizer-se que em Portugal ainda se manifesta a existência de um sistema tradicional de género, embora com claros índices de diminuição, motivado sobretudo pela crescente participação das mulheres no mercado de trabalho e na educação, bem como no âmbito político e cultural. Apesar de, após a revolução industrial, os progressos alcançados serem significativos, persistem ainda grandes assimetrias quanto a oportunidades, direitos e deveres, entre as mulheres e os homens, que urge corrigir pelas implicações que têm no desenvolvimento da sociedade. De facto, a taxa de actividade feminina tem crescido significativamente nas últimas décadas, atingindo actualmente valores que colocam Portugal entre os países da União Europeia com uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho. Apesar de as mulheres já estarem amplamente inseridas no mercado de trabalho, continuamos a verificar neste campo consideráveis desigualdades de género. O mercado de trabalho encontra-se bastante segmentado, denotando fenómenos de segregação horizontal, vertical e transversal entre homens e mulheres. Por um lado, o estatuto social do trabalho profissional feminino não está em paridade com o trabalho profissional masculino. Da mesma forma, são poucas as mulheres que preenchem os lugares de topo nas hierarquias e são também as mulheres as mais atingidas pelo desemprego, sobretudo o de longa duração. Também a máxima “salário igual para trabalho de valor equivalente” não corresponde à realidade do mercado de trabalho, se tivermos em conta que, em média, as mulheres ganham significativamente menos do que os homens. E se a igualdade entre as mulheres e os homens é parte integrante da promoção dos direitos humanos (que lhes confere o direito de participarem plenamente como parceiros iguais em todos os aspectos da vida), é também um requisito fundamental para a qualidade da democracia…”

  7. 08/03/2010 13:47

    Deixo aqui as flores deste Vídeo (virtuais) como uma homenagem a todas as Mulheres do Mundo, em especial ás de Aboim da Nóbrega e todo o concelho de Vila Verde:

    Bem hajam as MULHERES, a melhor Natureza da Vida.
    Félix

  8. 08/03/2010 12:36

    Parabéns a todas as mulheres vilaverdenses….

  9. 08/03/2010 09:46

    Não sou de Vila Verde mas conheço alguns vilaverdenses (mulheres e homens). Algumas dessas pessoas trabalham no mesmo local que eu. Foi através delas que vi pela primeira vezx este blog. Ainda bem que isso aconteceu porque agora é já uma rotina diária ver o que aqui ée scrito.
    É um blog de excelente qualidade e de muita utilidade para os vilaverdenses e por isso dou os meus parabens a quem teve a ideia.
    Ao assinalar desta forma o dia da mulher mostram, mais uma vez, que estão atentos e que sabem dar o devido valor às mulheres do blog e a todas as mulheres de Vila Verde.
    Penso que hoje os comentários deviam estar reservados para as mulheres.
    É uma sugestão.

  10. 08/03/2010 09:39

    Hoje é um dia para exaltação do trabalho que a mulher sempre desenvolveu na sociedade e do muito que ainda pode fazer.
    Por este motivo, peço que, por um dia, se esqueça tudo o resto, incluindo as filiações partidárias e as provas que as muitas mulheres já deram, ou não deram, ao serviço de cada um dos partidos e da democracia.

  11. 08/03/2010 02:18

    Permita-me uma correção: a Julia Fernandes não é vice-presidente! É , sim. vereadora da cultura, educação e accão social. Ou o dr. Rui Silva já não faz parte da equipa? Se for eu a errar, desculpe!

  12. 08/03/2010 02:14

    Sem as mulheres pouco ou nada se fazia! A menina Paulina é uma optimista, isso é bom, os jovens tem de acreditar, no entanto não deve acreditar nas grandes inovações da unica senhora que integra o executivo. Mas espero, um dia, dar-lhe razão… será?

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