Turismo Cultural em Vila Verde, Para Quando?
O Turismo Cultural é um factor que me tem suscitado curiosidade já há muito tempo, por ser um factor que está em crescente expansão na Europa. Em Portugal as Câmaras Municipais tem apostado fortemente neste tipo de Turismo por ser uma fonte de riqueza e inovação para os seus munícipes causando nos últimos tempos um grande crescimento económico, principalmente quando implementado no mundo rural como o nosso.
Richards (2001) definiu o Turismo Cultural como “o movimento de pessoas para atracções culturais longe da sua área de residência habitual, com a intenção de adquirir nova informação e novas experiências para satisfazer as suas necessidades culturais”.
Cada vez mais os “novos turistas” (Poon, 1993, WTTC, 2003) escolhem visitar destinos com atracções históricas, tradições gastronómicas, eventos culturais e festivais.
O Turismo Cultural é hoje um sector em crescimento do mercado turístico identificado como uma das áreas de maior crescimento dentro da procura turística global (mais de 20% de aumento anual na Europa nos últimos anos). Existe uma permanente necessidade de informação sobre as características, comportamentos e motivações dos turistas culturais. É um mercado a desenvolver e a mudar constantemente, acentuando a necessidade de um acompanhamento regular.
No nosso caso específico, Vila Verde, já se fez algo em prol deste tipo de Turismo, vejamos as habitações de Turismo rural que foram reconstruídas ultimamente com os apoios da União Europeia? Sim tudo isto foi feito e ainda continua a ser feito, ainda que às vezes, a muito custo devido às múltiplas burocracias desnecessárias impostas pela autarquia. Mas na minha opinião não chega a construção e reabilitação! Tem que existir um plano de Turismo para que essas habitações sejam visitadas e usufruídas pelos turistas, só assim fará sentido. Por este motivo deixo aqui algumas interrogações:
- Existe um plano de Turismo Cultural em Vila Verde?
- Nesse plano de Turismo foi elaborado um plano de Marketing onde exista um estudo de mercado, um plano de comunicação, etc?
- Existe um inventário do Património Construído do Património Natural e do Património Cultural?
- Existe um Roteiro Turístico?
- Existe um plano de Animação Turística?
- Temos um Posto de Turismo capaz de responder aos Turistas?
O Turista de hoje não se limita a uma estadia sossegada e bucólica de uma Habitação Rural. Procura novas experiências e aventuras, diversão, qualidade e variedade de actividades, mas sobretudo procura a diferença e autenticidade.
Em Vila Verde existe uma infinidade de recursos! Temos um espólio riquíssimo de usos, costumes e tradições de Património Tangível e Intangível! Em vez de se apostar numa rota de ouro e do mel, porque não apostar numa rota da farinha e do milho? Isto sim é nosso! Aproveitar as cozinhas antigas que ainda existem no nosso concelho remodela-las e colocar as senhoras que estão em casa a fabricar pão artesanal colocando os turistas “com a mão na massa”! Porque não a CM de Vila Verde através da sua Empresa Municipal se debruçar sobre estas questões? Parece-me que seria um bom investimento.
Vale a pena pelo menos reflectir.






Há que apostar neste tipo de turismo que cada vez mais está em crescimento e cria riqueza a nivel local, regional e até nacional…Parabens pela crónica Carla…
Vila Verde tem politicos dignos e trabalhadores. Mas nem todos os Vilaverdenses repararam nisso. por isso existe este espaço, todos estes autores e cronistas tem um objectivo- não permitir que o actual executivo” pressione” os Vilaverdenses a “esquecerem ” os GRANDES POLITICOS de Vila Verde: Luis Filipe Silva e Porfirio Correia.
Todos tem uma causa que abraçaram há muito tempo e que jamais deixarão de lutar por ela.Queremos elevar os Socialistas que defendemos como Capazes e Credíveis para assumir a Presidência do Município.
Estamos sempre disponíveis para o trabalho e para melhorar e dignificar Vila Verde, para informar todos com a verdade, e para incentivar à participação de todos, independentemente de ideologias politicas .
Estamos POR VILA VERDE!
Vila Verde tem politicos dignos e trabalhadores. Mas os nem todos os Vilaverdenses repararam nisso. por isso existe este espaço, todos estes autores e cronistas tem um objectivo- não permitir que o actual executivo” pressione” os Vilaverdenses a “esquecerem ” os GRANDES POLITICOS de Vila Verde: Luis Filipe Silva e Porfirio Correia.
Todos tem uma causa que abraçaram há muito tempo e que jamais deixarão de lutar por ela.Queremos elevar os Socialistas que defendemos como Capazes e Credíveis para assumir a Presidência do Município.
Estamos sempre disponíveis para o trabalho e para melhorar e dignificar Vila Verde, para informar todos com a verdade, e para incentivar à participação de todos, independentemente de ideologias politicas .
Estamos POR VILA VERDE!
Vila Verde merece gente com capacidade, gente que saiba pensar nos assuntos sérios. Vila Verde tem gente dessa mas os políticos do momento não sabem aproveitar.
A autora deste texto é uma dessas pessoas com valor e prova-o de cada vez que escreve neste blog.
Parabens e obrigado por partilhar a suas muitas perspectivas neste blog e por mostrar aos vilaverdenses que ainda é possível acreditar num concelho melhor.
Esta questão do turismo cultural é muito importante. Todos os concelhos a aproveitam menos vila vede.
Os únicos atentos a esta realidade são os vereadores do PS que na última reinião apresentaram mais uma proposta para desenvolvimento do turismo em vila verde, aproveitando os monumentos que existem em vila verde.
É isto que tem que ser feito e os vereadores do PS mostram que estão atentos.
Somos a Capital do Amor, seremos a Capital do Pica no Chão,… podemos, devemos e temos recursos para sermos dos melhores, tudo que esta terra e a nossa gente tem para dar pode elevar Vila Verde à Grande Capital, se assim quiserem!
A Carla Leitão dá sugestões muito interessantes. Há tradições em Vila Verde que desapareceram, outras estão em vias de desaparecer, há de facto, um potencial que recuperado, dará VIDA à terra! A recuperação dos Moinhos do concelho é uma ideia a ter em conta, antes que os poucos que ainda existem não sejam “transformados” em habitações, brutalmente ” transformados” . É assim que vamos vendo o nosso Património Tangível ser “vandalizado” e os vestígios da cultura do nosso povo a desaparecerem. Estou a lembrar-me, por exemplo dos moínhos que existiam na Praia Fluvial da Ponte…o que eles eram e naquilo que foram transformados! Entre outros.
Este Património Tangível, ao qual se refere a Carla faz parte da História da nossa gente, caracteriza uma época, os seus usos e costumes.
Sem dúvida que vale a pena reflectir, falar sobre este assunto já desperta consciencias.
A rota da farinha parece-me muito interessante, pois além de recuperar património tangível (como os moínhos) também recupera/preserva património intangível (como a produção de farinha e do pão).
Também nunca me apercebi duma tradição de ouro por estes lados, o mel e outros produtos agrícolas serão, provavelmente, os que melhor se enquadram neste tipo de turismo. A propósito, na edição de ontem do jornal O Vilaverdense vem um artigo sobre o Turismo Gastronómico, a propósito do Festival do Pica-no-chão, que aborda as mesmas questões.
Já aqui foram sugeridos também workshops de cerâmica e de lenços dos namorados, e é nesse sentido que o turimo caminha e em que é preciso apostar. Contudo, as discussões sobre o Posto de Turismo, sobre as ‘opções’ da Proviver EM (que esquecem o parque de campismo, a marcação de trilhos, a recuperação e ‘exploração das prais fluviais, etc.)… já revelaram que não existe grande estratégia para o turismo no concelho, muito menos uma visão realista e sustentável das coisas.
Mas que crónica bem fundamentada e que bela discussão aqui se segue…
Parabéns Carla Leitão!
Boa Páscoa também a todos.
Desde já desejar a todos uma santa Páscoa . Época de alegria, união e esperança. Isto porque alguém deu o corpo e o manifesto, deu as duas faces pela humanidade. Estou crente que as pessoas que participam neste blogue também estão prontas a dar as duas faces POR VILA VERDE. Quem segue com interesse e curiosidade este blogue sabe que não estou a dizer nada de novo. Muitas das criticas e sugestões colocadas aqui já chegam ao edifício municipal, e são tidas em conta. Muitas delas ate já foram aplicadas, mas nas reuniões de câmara chumbadas. E um contrasenso mas real. Relativamente ao turismo cultural em vila verde, faço a pergunta, existe? Onde esta? No namorar Portugal? Nas festas da vila? E o ouro? E o mel? E o milho? E a farinha? Mel temos o geres mesmo aqui ao lado que já tem tradição e muitos anos de divulgação do mesmo . Ouro em vila verde desconheço ,mas posso estar enganado.. Penso que o importante e fazer mas não fazer por fazer porque alguém acha bonito. Quais são as verdadeiras raízes da nossa terra? Certamente a agricultura. Quantas crianças de vila verde, braga, Famalicao, povoa, esposende, etc e mesmo os nossos irmãos já viram a farinha a sair do moinho? Ou sabem de onde vem a farinha? E como surge a farinha? Lembro-me de ver uma vez o nodddi e a gata que fazia os gelados ficou sem leite e pediu ajuda ao nodddi, e ele levou-a a quinta, e ela não sabia se quer de onde vinha o leite, pensava que vinha assim no pacote. E um exemplo, mas as nossas crianças, principalmente dos grandes centros urbanos não sabem, desconhecem. E vila verde tem história, paisagem, monumentos, quintas, tem tudo para poder dar as nossas crianças a conhecer as nossas tradições. Vila verde tem tudo para se poder ter um fim de semana em família calmo em contacto com a natureza. E isso que tem que ser feito oferecer tudo o que de belo tem vila verde.
Cara Anónima desde já lhe retribuo os votos de uma Santa Pascoa.
Quanto à explicação solicitada por sua excelência, desde já lhe explico que não tenho absolutamente nada contra o mel, mas acho que não é tradição vincada em Vila Verde, muito menos o ouro, mas quanto a inovação, parece-me que a rota do mel não é inovação nenhuma, uma vez que já existe também em muitos municípios, acho muito bem que se enalteça os apicultores da nossa terra e se incentive a apicultura apoiando os mesmos com divulgação a vários níveis, como o site da CM, festa das colheitas e porque não fazer parte das receitas de culinárias no mês do romance?
No que diz respeito a rota da farinha e do milho, refiro-me a todo o circuito de transformação do milho, ou seja, desde o semear do milho com o semeador, passando pelas desfolhadas, malhar as espigas na eira, moer o grão nos moinhos (recuperar os moinhos que ainda temos a beira rio), amassar a farinha nas maceiras, até ao cozer da broa. Sei que em alguns municípios já o fazem, pelo menos parcialmente, mas se temos tradição neste tipo de cultura agrícola porque não aproveitar? Se estamos a plagiar então também diria não vamos abrir as portas dos nossos monumentos porque várias cidades já os tem! Não adianta implementar um projecto de turismo cultural porque já existem em muitos locais! Não vamos dar valor aos nossos lenços dos namorados porque eles existem em vários Municípios do Minho! Não penso assim! Creio que devemos aproveitar todos os recursos disponíveis e principalmente aqueles que estão a ser esquecidos.
Agradeço o seu comentário porque só assim seremos devotos da Cidadania e da Liberdade no verdadeiro sentido da palavra.
Bem-haja a todos os participantes deste blog.
Estamos em plena Semana Santa. Quem viu hoje o telejornal da RTP, SIC ou TVI ouviu que os hotéis estão sobre lotados em Braga. A cidade não tem como responder aos não muito hotéis que possui.
Se o Turismo Rural de Vila Verde estivesse devidamente bem divulgado (em roteiro como escreve Carla Leitão), muitos turistas (incluindo os de Espanha que gostam tanto de Braga e que nós os gostamos tanto de ter no Jantar das 800 pessoas que comem e não pagam ou como se queira dizer do Namorar Portugal) ao terem a cidade de Braga sem dar resposta poderiam vir para Vila Verde que é muito perto de Braga. Viriam para cá e além de ficarem cá em Vila Verde iriam comprar cá produtos, iriam jantar ou almoçar cá, iriam passear por cá e por aí fora…
ACORDA VILA VERDE!!!
A menina Carla é capaz de me explicar porque é que a farinha e o milho são mais nossos que o mel? O que é que tem contra o mel? Não sabe que em Vila Verde há imensos apicultores, produtores de mel de muita qualidade? Eu penso que o mel é uma excelente aposta, até porque no nosso concelho já somos muitos a produzir mel de muita qualidade. Quanto ao milho, não posso dizer nada porque não é a minha área mas parece-me que rota do pão já existe em muitos concelhos. Não temos de copiar o que os outros fazem, se podemos fazer diferente apresentanto propostas originais, não acha?
Páscoa muito feliz para a menina Carla e para todos os leitores do blog.