Uma Pousada Também Cabe na Estratégia Concelhia para o Turismo
Ultimamente tem-se falado muito de turismo em Vila Verde. A Câmara Municipal assumiu, finalmente, por escrito e verbalmente, por pressão ou não, que o nosso concelho tem grandes potencialidades turísticas, as quais devem ser exploradas futuramente, para além de eventos como, por exemplo, o Namorar Portugal.
Concomitantemente, a oposição tem apresentado um vasto conjunto de propostas numa perspectiva de turismo integrado, na qual a exploração turística dos recursos naturais do concelho tem sido enfatizada, destacando-se, de entre outras, propostas para a abertura imediata do Parque de Campismo Rural de Aboim da Nóbrega, a implementação de Trilhos Pedestres e de BTT no Norte do Concelho e a recuperação da Citânia de São Julião.
É na sequência deste contexto que vimos adicionar mais um elemento à discussão, propondo aos agentes políticos responsáveis pela gestão concelhia, a introdução de uma Pousada no Norte do Concelho, dentro da estratégia que dizem estar a delinear para o turismo, que, por muito que pretendam contrariar, terá sempre a marca de serôdia.
As pousadas, como sabem, são estabelecimentos comerciais de hospedagem, situando-se, sobretudo, em edificações de valor histórico, representativas de uma determinada época, que possuem usualmente serviços com atendimento personalizado e cozinha regional refinada.
Temos, relativamente perto de nós, umas das mais belas, valiosas e importantes Pousadas de Portugal. É a Pousada de Santa Maria do Bouro, situada no concelho vizinho de Amares, resultado do restauro de um Mosteiro Cisterciense do século XII, uma das peças mais relevantes da arquitectura portuguesa. Esta Pousada é um ícone de marketing concelhio, aquele que mais distingue o concelho de Amares a nível regional, nacional e internacional.
No concelho de Vila Verde existem alguns bons locais com configurações que normalmente estão associadas a Pousadas, tornando-os potenciais candidatos ao acolhimento e criação de uma eventual Pousada Vilaverdense. Porém, sugerimos o Complexo Rural da Pequenina, junto ao Lugar de Casais de Vide, em Aboim da Nóbrega, como o local de eleição preferencial, devido às suas características intrínsecas.
A Casa da Pequenina e todo o seu conjunto rural construído em pedra granítica, provavelmente, segundo referências de alguma população local, retirada das ruínas do Castelo da Nóbrega, castelo que, até ao século XV, era mais importante do que o Castelo de Lindoso na defesa da fronteira com Espanha, é, efectivamente, um local que poderia muito facilmente originar uma distinta Pousada de Portugal.
Este complexo rural, constituído pela casa principal, que ostenta um bonito e valioso relógio de sol num dos seus topos e ainda um quinteiro, um coberto, um tanque, uma capela, uma eira de pedra, um palheiro, vários espigueiros, várias casas rurais secundárias, extensos terrenos, etc., combinado com um campo de golfe, trilhos, equitação, caça, agricultura biológica e animais, plantas e árvores autóctones, entre outros elementos, seria a “cereja em cima do bolo”, se efectivamente Vila Verde quisesse apostar no turismo seriamente, particularmente no turismo de campo e de montanha, assente na exploração de recursos naturais e do património histórico, cultural, tradicional e etnográfico do Norte do Concelho.
A propósito, o texto de Eduardo Pires de Oliveira, inserto na página 7 do Diário do Minho de 3 de Setembro de 2007, e que passamos a transcrever, é, claramente, mais uma opinião que entronca integralmente nos argumentos e na proposta que advogamos: “… Com prazer vejo o exterior do pátio interior da Casa da Pequenina, em Casais de Vide, Aboim da Nóbrega, Vila Verde. Quem passa na estrada [Aboim da Nóbrega - Azias] e não conhece, fica profundamente admirado com aquele muro, muro que mais parece uma muralha. E mais ainda se sentirá ao ver de perto o exterior desta casa, construída com imensas pedras de enormes dimensões e perfeito talhe, o grande espigueiro a fazer passadiço, a capela, a enorme eira orgânica, etc. Mas os seus olhos encher-se-ão de dor ao ver o estado de absoluto abandono em que se encontra, a cair aos bocados. Acredite: é a mais espectacular construção da arquitectura popular minhota. Mas de que lhe vale? Um dia que esteja por terra aparecerá quem a venha defender? Será que só sabemos respeitar os mortos? E deixar morrer os vivos?”
É, de facto, um texto bastante elucidativo!…
Sugerimos, para finalizar, a visualização de um vídeo do Aboinobrense Sr. Félix Vieira, que proporciona uma visão sobre o que é actualmente o Complexo Rural da Pequenina.
Álvaro Rocha






A zona Norte e Aboim em partricular faz falta ao concelho de Vila Verde por isso nem pensar em “mudar de concelho”.
O que é preciso é exigir destes senhores que pensam que são donos de Vila Verde que trabalhem mais e melhor pelo concelho e não apenas em alguns locais que se mostram mais ou menos convenientes conforme os momentos.
Site da junta de freguesia de Soutelo:
http://www.hotfrog.pt/Empresas/Junta-de-Freguesia-de-Soutelo
Agora que se aproximam as festas populares, talvez esteja na altura de dar umas marteladas bem pesadas em Vilela, Barros e companhia. Se não mudarem a postura, está na hora de endurercer a luta…
…na linha do Pico para cima, as gentes de Ponte da Barca conhecem melhor …são pessoas com outras culturas. E como Aboim da Nóbrega fica à mesma distância de Ponte da Barca e de Vila Verde, não estará na altura de exigir voltar a ser novamente Concelho? Pelos vistos Vila Verde só lhe tem trazido atrazadismo e desertificação. Pois é, custa ler as verdades? Eu percebo que fujam (os culpados) da Banda Larga como o diabo…
Não tenho tanta certeza que o Vilela e o Barros estejam a mexer-se mais. Tenho certeza, sim, que estão a “estrabuchar-se” mais, tantas são as evidência da sua incompetência.
Depois quando se mexem, fazem-no sempre para o mesmo lado…
Li um dia destes que o Barros estava a pensar montar um trilho pedestre, só que é mesmo junta à vila. Porque é que essa gente tem ódio ao Norte do concelho?
Não tenho nada conta Barbudo nem contra qualquer freguesia de Vila Verde. Contudo, é mais do mesmo!…
Na linha do Pico para cima existe um terço das freguesias do concelho. Será que essa gente conhece todo o território de Vila Verde?!
Esta é apenas mais uma ideia que poderia conjugar-se com a estratégia que dizem ter para o turismo em Vila Verde.
É normal que existe uma estratégia para o turismo. O estranho seria o contrário pois temos um concelho que quase que obriga a que essa estratégia exista.
As primeiras ideias a sério nesse sentido foram dadas pela candidatura do Luís Filipe Silva em 2005.
Já nessa altura preconizava um centrod e interpretação ambiental na zona Norte do concelho, um campo de golf com característicasd e montanha e agora tão falado aproveitamento dos trilhos pedestres.
Nesta campanha eleitoral, a candidatura do Luís Filipe Silva voltou a insistrir nessa temática de tal forma que coeça a dar resultados.
O Sr. Presidente e o Dr. Manuel Barros da PROVIVER estão a fazer todos os esforços para tentar acompanhar as ideias do Luís Filipe Silva mas, como de costume, estão a cometer o mesmo erro e a mesma injustiça de sempre: estão a fazer de conta que nunca ninguém falou sobre isso e que o que agora estão a tentar contrur é novidade e apenas das suas cabeças.
Não é e não tem que ser.
Nãotem mal nenhum em admitir que a insistência do Luís Filipe Silva nesta matéria lhes fez bem. Despertou-os para este tema e esta a obriga-los a trabalhar mais doq ue estavam habituados.
Ese facto já é uma grande vitória do concelho. O facto de ter havido mais que uma candidatura com as aspirações à vitória faz com que se trabalhe mais e melhor.
O concelho já deve isso ao Luís Filipe Silva e á sua candidatura.
A visão deixada nesta crónica só deixa transparecer isso mesmo.
É preciso é não baixar os braços e Vila Verde vai ficar a ganhar.
Excelente crónica.
Parabens ao autor.
É uma optima ideia para o concelho e em especial para o norte do concelho.
Haja coragem para colocar maos à obra.
Isto é muito mais importante que parques de estacionamento ou casas do conhecimento.
O Álvaro Rocha já habituou os vilaverdenses aos seus excelentes textos e ideias associadas.
Esta crónica é mais um desses exemplos.
A ideia é excelente e encaixa perfeitamente na estratégia que o concelho precisa para definitivamente se desenvolver.
Textos como estes provam que Vila Verde tem gente com muito valor, gente disponível para dar ideias, gente disponível para pensar no desenvolvimento do concelho.
É preciso aproveitar estes contributos e todos os que possam surgir.
Os meus parabens pela ideia e pelo texto.
Por fim queria dizer que os vereadores do PS também apresentaram uma proposta para a definiçãod e um roteiro turístico que passe pelos monumentos classificados de Vila Verde. É mais uma ideia que pode dar corpo á estratégia do turismo em Vila Verde.
Era óptimo se tivéssemos uma referencia como a da Pousada de Bouro de Sta. Maria!
BRILHANTE!!!
Excelente ideia, visão e atenção ás Riquesas do concelho. de Aboim da Nóbrega neste caso. Mais uma vez!
BRILHANTE!!
Com a resposta fico mais descansado, porque não tinha percebido quais eram os alvos.
Nem todo o povo anda a dormir. Mais tarde ou mais cedo as nódoas vão virar roupa velha
Viva Vila Verde e a liberdade de expressão!
…as nódoas que actualmente na CMVV/PSD não fazem nem deixam fazer. Eu esperava pelas perguntas. Obrigado.
Entrei neste post que me pareceu interessante e deparo-me com o último comentário que me deixou completamente sem perceber o que o seu autor pretende dizer.
O que é que faz na vida para que os vilaverdenses não gostem de si?
O que é que os vilaverdenses não querem que se faça?
Quem é que não luta pela banda larga para todo o território de Vila Verde?
Quem é que vai ficar com nódoas?
Não me aborrece nada que alguém, em Vila Verde, não goste do que eu faço, e o que faço não ofende nem faz mal a alguém, pelo contrário.
Eu também não gosto, isso sim, é do que por aí se faz, ou deixa de se fazer e/ou impede que se faça o que é inevitavel fazer. Por muito que vocês não queiram e os vossos protelamentos queiram que as coisas se não façam, também não me aborrece, porque sei que isso vai fazer-se e vocês aparecerão no meio desses feitos como NÓDUAS NEGRAS e bem SUJAS.
É triste para vocês a Internet não vos deichar em paz? A culpa não é da Internet, têm vocês o que merecem, embora não mereçam nada, nem desprezo. Também não vois dignifica nada lutarem pelo não melhoramento da Banda Larga, o obscurantimo, hoje, faz mais mal é a quem o promove.
Por agora só me fazem sorrir com desgosto e esperar por poder assinar.
Sim, de facto o vídeo é a cereja e o pulmão.
Parabéns ao Sr. Félix!
O texto desta Crónica está 5 Estrelas, parabéns ao seu autor. Bem haja.
Será que o vídeo é a Cereja…