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Notas Soltas IX

31/05/2010

Uma de cá…

Soube há escassos dias atrás do passamento do senhor engenheiro Faria Moreira. Embora nunca tenha pertencido aos quadros da Câmara Municipal de Vila Verde, nela foi durante mais de duas décadas um dedicado e competente quadro superior, destacado que para aí foi da administração central.

Muitos recordarão a figura afável, pronta, delicada e competente desse engenheiro civil desde os tempos em que a Câmara ainda muito pouca gente qualificada tinha para a delicadíssima área do urbanismo e das obras, públicas e privadas, em geral, para além, sublinhe-se, da sua probidade e intransigente respeito pela ética profissional.

Lembro-o, aqui e agora, com saudade, para lhe prestar uma singela e pública homenagem e nela estender um tributo de gratidão aos que exercem o seu ministério público na nossa autarquia pautados pelos valores que faziam da personalidade do senhor engenheiro Faria Moreira a excelência que deve revestir tão importante e relevante função, onde o interesse colectivo se deve sobrepujar sempre a servidões ou atropelos que o possam questionar.

…Outra de lá

Prossegue a carreira vitoriosa do José Mourinho, cada vez mais exigente pelos desafios que a si coloca, agora com resultados ainda mais esmagadores e, por isso mesmo, dignos de todos os encómios que possamos encontrar para lhe agradecer a distinta honra com que a todos os portugueses eleva além-fronteiras. A excelência do seu trabalho está sempre em crescendo e, naquilo que faz, começa a ser consensual que o Homem não tem paralelo.

Claro que há sempre os invejosos do costume – infelizmente, por cá, temo-los às carradas -  sempre agastados com o sucesso dos outros, vesgos por ‘clubites’ que têm sentido e lugar, sim, senhor, mas noutras circunstâncias, normalmente portadores de grande erudição na matéria – tomara que o tivessem nas suas vidas e na luta contra a mediocridade que nelas se consubstancia – e, consequentemente, sempre prontos a encontrar argumentos estafados ou copiados de uma imprensa que muitas das vezes lhes dá o passo (trocado) com que procuram executar ‘danças’ de que desconhecem a música.

Por mim, vivo sempre com grande paixão os sucessos dos meus patrícios, sobretudo os que são conseguidos extramuros. Chamem-se Mourinho, Barroso, Guterres, Ronaldo, Constâncio, Freitas do Amaral, Damásio, Saramago, Egas Moniz (o Nobel), só para citar alguns, poucos, exemplos, todos eles são o meu orgulho de ser português. Para muitos deles, a Pátria foi-lhe madrasta, por culpa de um desrespeito que por aqui vai grassando em grande escala e que ainda um dia destes teve um vergonhoso episódio com um bando de polícias mal-amanhados numa manifestação a chamar “aldrabão” ao primeiro-ministro de Portugal (que raio de gente é essa que temos a defender a ordem pública?).

O Portugal dos pequeninos – de massa encefálica, claro – vai demorar ainda um tempo a crescer. Se calhar, é por isso e por causa dele que muitas das nossas elites intelectuais e do bem saber-fazer vão embora à procura de quem saiba reconhecer a dimensão do que está dentro de cada um ou cada uma dos que partem e, normalmente, não têm mais vontade de voltar.

É pena que assim seja.

11 Comentários leave one →
  1. 12/06/2010 10:50

    Tretas e mais tretas!!! Este blog é sério? Não insulta? Não usa a crítica pessoal? Esta é para rir! Então como permitem as piadas nojentas, a crítica pessoal ao presidente da câmara quando o insultam na sua participação nas festividades de Santo António Mixões da Serra ou outras ? Querem ser diferentes? Ser um espaço de discussão séria e permitem todo o tipo de ofensas e ataques baixos sem respeito pelas pessoas? Assim não vão lá! Conheço pessoas que deixaram de vir ao blog por causa disso. E é pena porque aparecem textos e reflexões muito interessantes. Mas a diferença faz-se no respeito pelo outro enquanto pessoa.

  2. 05/06/2010 11:16

    …….Quantas pessoas conhecem o Faria Moreira, desculpe o autor do artigo .

  3. 02/06/2010 17:32

    Não podemos ter meda das palavras.
    Temos é que carregar nas feridas porque alguem vai miar.
    Quando isso acontecer descobrimos onde está o gato e isso é o primeiro passo para tratar da causa das feridas.
    Este blog é um excelente espaço para isto.
    Por muito que custe a muita gente, este espaço vai muito para além do PS. É isso que preocupa a gentalha que apenas gira em torno dos partidos sem ver mais nada à sua frente.
    Este blog tem-se mostrado de grande valor para o concelho, alertando os vilaverdenses para muitas coisas que se vão passando.
    É um espaço sério, onde os autores se identificam e escrevem as suas ideias.
    Não há nenhum blog como este em Vila Verde.
    O resto é lixo que apenas usa o insulto e o ataque pessoal.
    os vilaverdenses não precisam desse espectáculo.
    Precisam de espaços onde se discuta as ideias e as soluções.
    Venho muitas vezes a este espaço e o que tenho visto são muitas ideias para Vila Verde. também vejo muitas criticas á forma como se gere o concelho mas nunca vi referências directas aos actuais titulares dos cargos políticos. Essa é a melhor prova da credibilidade deste blog.
    As criticas que vejo (quase sempre com muita razão) são às actitudes políticas, às opções politicas desses mesmos titulares dos cargos políticos. É uma coisa muito diferente.
    Quando se diz que o Dr. Vilela não tomou a posição acertada relativamente a um ou outro aspecto, estasse a dizer que não serve para continuar como presidente de câmara mas não se está a dizer que é má pessoa ou quealquer outra coisa.
    São coisas diferentes.
    As pessoas são as pessoas e não podem ser confundidas com o seu desempenho enquanto políticos ao serviço de uma comunidade.
    Por estas razões não tenham medo de criticar o que tiver que ser criticado pois apenas estaram a referir-se ao trabalho dessas pessoas e não à pessoas em si.
    É assim que tem que ser.
    Se quem está no poder não conseguir perceber isto, estão aí está prova que não servem mesmo para estar à frente do concelho como nossos representantes.
    Continuem a escrever sem medos porque a revoluçãod e Abril já foi à 36 anos.

  4. 02/06/2010 15:58

    O que faz falta a Vila Verde são pessoas que não tenham medo de pensar e de exprimir o que pensam.
    Por esta razão dou os meus parabens á autora do texto que coloca o dedo na ferida de muita coisa má que se passa no concelho e no país.

  5. 02/06/2010 12:07

    As palavras da Sónia Cerqueira não são “muito pesadas”.
    São a pura realidade e apenas mostram uma outra crise que passe ao lado de todos: A crise de valores.
    Esta crise é tão preocupante como a crise orçamental ou como a crise económico financeira.
    Não tenham dúvidas disso. Foi a crise de valores que nos arrastou para a actual crise económica que o mundo e o país atravessa.
    Se não se colocar um travão na perca constante de valores iremos ser arrastados para um buraco sem fundo, apenas se vai safar o mais ” chico-esperto”.
    Por isso, as palavras da Sónia Cerqueira estão muito bem ditas e devem ser lidas por muita gente.

  6. Sónia Cerqueira hiperligação permanente
    01/06/2010 22:51

    Portugal só deixará de ser dos pequeninos quando se mentalizar que as grandes obras só se concretizam com grande esforço e dedicação. Enquanto teimarmos e sonharmos constantemente na forma mais simples de se chegar ao poleiro, pensarmos em ser vistos e não reconhecidos pelo mérito, vamos continuar a ser pequeninos.

    Entre nós prevalece a ganância desmesurada ao invés da ambição pelo êxito de realização pessoal e profissional.

    Existe uma inveja doentia e existe uma total dependência de ‘apadrinhamentos’. Males tão nefastos e tão irreparáveis quanto as cocaínas e outro tipo de drogas.

    Não existem horários para nada, datas ou agendas a cumprir ou ainda objectivos a atingir. Por todos os serviços, verificam-se grandes actos de irresponsabilidade, menosprezo e desrespeito para com diferentes tipos de necessidades sociais e humanas. Longe vai o tempo em que era importante honrar os nossos compromissos. E as causas destas mudanças não se encontram apenas na azáfama e no stress do novo século. Algo me diz que cada um de nós ditou este percurso.

    Não existem padrões de qualidade, honestidade, excelência e exigência. Prefere-se a esperteza, o facilitismo, a ignorância e de certa forma também o analfabetismo para a época das eleições.

    As boas referências ou os bons exemplos são cada vez mais escassos. Existe um descrédito generalizado sobre as figuras com cargos, sejam chefes, directores, gestores ou governantes. Crescem à velocidade da luz todo o tipo de abusos: estão cada vez mais nada moda a pedofilia e o abuso de poder.

    Existe uma enorme força para dizer mal do que nos convém e de nos refugiarmos no conforto do pessimismo. A culpa ou morre solteira ou ataca o inocente. O criminoso vive feliz e contente. A justiça diz que perdeu a balança. Por fim existe ainda um medo indescritível de assumir as nossas convicções e a liberdade de expressão passou a ganhar asas como anónima.

    Talvez amanhã chegue à conclusão que as frases utilizadas foram muito pesadas, indo de encontro a um dia mal passado. De qualquer forma, tenho a certeza que daí não retirarei muitas pedras. São mais e maiores as razões que me levaram a construir este muro.

    Por enquanto (nunca digo nunca), sem medo de assumir as minhas convicções e demais estados de alma,

    Sónia Cerqueira

  7. 01/06/2010 09:31

    Como grande amigo do saudoso Eng. Faria Moreira, queria deixar aqui uma pequena rectificação ” Não era engenheiro civil mas sim engenheiro técnico”.

  8. 31/05/2010 17:35

    “Uma de cá…” “Outra de lá…”
    Já alguem dizia que a “política” era uma porca…
    Realmente a “política” (entenda-se: actividade/opinião política) comporta-se como uma “prostituta”. Tanto vai com um como com outro… só depende da ocasião e da conveniência!!
    É por isso que os políticos estão mal vistos e já ninguem acredita neles. Mas a culpa não é só dos políticos. É nossa, de todos os que avaliam os políticos conforme os nossos interesses.
    Se as opções politicas nos forem ao bolso ou nos prejudicarem directa ou indirectamente (a nós pessoalmente) então os políticos não prestam.
    Se as politicas tomadas nos passarem ao lado ou até nos deram umas vantagens (a nós pessoalmente) então os politicos desse momento são bestiais. Mas se a coisa mudar…tambe mudam de bestiais pata bestas enquanto o “diabo esfrega um olho”.
    Concluindo…esta nossa promiscuídade de opiniões não nos tranformará, também, nuns “prostitutos opinativos”, isto é, opinando com uns e com outros conforme o que “der mais”.
    Espero que a minha linguagem não choque ninguém porque o que se pretende não é isso. Mas este mundo preciosa de um choque (de alta tensão) para ver se ganha ritmo cardiaco novamente.
    É que estamos todos a ficar em coma.
    Isto não tem nada a ver com o texto escrito pelo Sr. Carlos Mendes… mas achei graça ao “uma de cá…outra de lá…”

  9. 31/05/2010 11:38

    Portugal é pequeno mas não é dos pequeninhos.
    É para gente grande, com ideias grandes e com grandes vontades.
    Os nossos antepassados deram-nos uma lição que não aprendemos.
    Fizeram-se ao mar a partir do mesmo quadrado, pequeno, de hoje, em aut~enticas cascas de nozes e não tiveram medo.
    Agora que temos tudo para fazer o mesmo temos medo de tudo, até da própria sombra.
    TEMOS ATÉ MEDO DE PENSAR E, PIOR QUE ISSO, DE MOSTRAR QUE PENSAMOS E O QUE PENSAMOS…

  10. 31/05/2010 11:35

    “os invejosos do costume…”
    É disso que temos muito em Portugal e no nosso concelho.
    Tem toda a razão.
    Quando alguém tenta trabalhar pelo concelho não faltam vozes a deitar abaixo e às vezes são mesmo de dentro do próprio partido.
    O trabalho que o PS tem feito nestes últimos anos tem sido notável e dará frutos no futuro.
    é preciso é que todos ajudem. A “critica” que este texto contém é perfeita e não se aplica apenas ao nível nacional.
    Existe esse sentimento em todo lado. nas empresas, nos partidos, nas câmaras, etc.
    É pena que só se dê valor ás pessoas depois delas sairem ou depoisd e se desmotivarem.
    Portugal está como está por causa disso. Já ninguem suporta esforçar-se por um país em que a retribuição é o insulto e a humilhação.
    Por que carga de água é que alguem se quererá sujeitar a isso?
    Pensem nisso.

  11. 31/05/2010 09:51

    Tem toda a razão Professor Nídio.
    Nunca se valoriza o que temos dentro de portas. Há mesmo a tendência para desvalorizar e, como diz, é por issoq ue quem sai não quer voltar.
    Quem fica a perder?
    É o país que vê os seus valores (e são muitos) a brilhar ao serviço de outros…
    É pena! É.
    Mas não bastam os lamentos. É preciso fazer algo para que essa realidades e altere.
    É difícil? Muito, porque são os próprios valores (em especial os jovens) que começam a dar como certo que Portugal não tem cpacidade para acolher o seu valor, a sua criactividade, a sua vontade de contruir coisas diferentes.

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