Primeiro as Rotundas, depois os Rios
Muito se fala na actualidade em desenvolvimento sustentável. A verdade é que a menção das palavras não é sinónimo do cabal conhecimento dos seus contornos. O conceito de desenvolvimento sustentável representa um todo dinâmico, que envolve três esferas e que passo a citar: desenvolvimento económico, desenvolvimento ecológico e desenvolvimento social. Sabemos que é do dinheiro que vem grande parte do nosso bem estar e, portanto, são necessárias empresas fortes e em crescimento. Mas também sabemos que o excesso de poluição nos destrói a água e o ar. Ninguém se pode considerar bem, se ao pé de sua casa corre um rio com um cheiro nauseabundo, ou se a floresta ao fundo do seu quintal funciona como local de despejo de lixos domésticos. É dever moral e social, de qualquer cidadão, qualquer um de nós, denunciar estes casos e tudo fazer para contribuir para a redução destes atropelos à mãe natureza.
Todos os países cumprem o seu desenvolvimento à custa do ambiente. Portugal não é excepção e os atropelos ao ambiente foram e continuam a ser marcantes. Assistimos a muitos cursos de água que foram entubados ou cujas margens foram reconstruídas em cimento, em nome da necessidade de construir casas e prédios. Alguém, algum dia, em algum momento, se perguntou se a ocupação do leito de um rio com casas não poderá trazer consequências? Quem está atento às notícias já viu inúmeras caves de prédios inundadas durante o tempo de chuva intensa e viu recentemente o que aconteceu na ilha da Madeira em resultado do desrespeito pelas margens e leitos de cheia dos cursos de água. Logo, já não é necessário prever esses acontecimentos porque eles já aconteceram, mas sim, é necessário analisá-los.
Um ribeiro constitui uma linha de água que é muito mais do que o fio que corre no Verão. Os terrenos das margens funcionam como uma “esponja” que absorve a água em tempo de chuvas. Quando deixa de chover, esses terrenos vão libertando a água durante o período seguinte, alimentando a ribeira. Se a chuva tardar em cair, os terrenos que ladeiam a ribeira vão garantir água suficiente até voltar a chover novamente.
Nos municípios e freguesias preocupados com o ambiente, todas as linhas de água são alvo de recuperação e manutenção, já que directa ou indirectamente, é daí que vem a água que abastece os munícipes para as suas mais diversas actividades.
Quero chamar a atenção das pessoas do Concelho de Vila Verde, em particular as que residem na zona sul, para a necessidade de recuperação de uma ribeira afluente do rio Cávado – a ribeira de Febros. Trata-se de uma ribeira perene, onde circula água de Verão e de Inverno, e que, portanto, tem alguma importância relevante em termos de reservatório de água. Esta ribeira atravessa as freguesias de Moure, Laje e Prado. Ramifica-se em alguns locais, tanto a montante como a juzante. A juzante porque a água foi aproveitada para mover moinhos ou para regar terrenos agrícolas. A montante são as linhas de água que se vão unindo para engrossar o caudal.
Nas zonas em que o caudal é baixo vão-se acumulando pequenos charcos que padecem de um fenómeno chamado eutrofização. Consiste na sobrecarga de nutrientes orgânicos cuja consequência será a morte de todos os seres vivos que aí possam existir. O diagnóstico é muito fácil. Basta ver algas a cobrir por completo a superfície da água que por si significa excesso de poluição orgânica na água. Não nos prendemos aqui com quem polui, mas o esgoto vem das freguesias atrás mencionadas e o poder político não parece muito importado.
As freguesias que são atravessadas por esta ribeira têm uma densidade populacional considerável e há todo o interesse em dotá-las de infra-estruturas de qualidade de vida. Refiro-me a parques infantis, trilhos pedestres, parques de merendas e ciclovias. Porque não recuperar estas margens, limpar a ribeira a aproveitar as suas margens para aqueles fins? Poderá ser um excelente local de lazer para contrariar a tendência de subúrbio dormitório da cidade de Braga, criando hábitos de convívio entre os habitantes e valorizando a saúde social.
Temos exemplos bem sucedidos de iniciativas desta natureza. Falo de Ponte de Lima onde as margens do rio Lima são belíssimas em toda a sua extensão e cuja preservação é uma preocupação para a autarquia que se preocupa também as zonas húmidas, consciente da importância que representam.
Quando começamos a construir uma casa, o que compramos primeiro? Será a louça da casa de banho ou o sofá da sala? Compramos primeiro a televisão ou o fogão? Os pratos para comer ou os quadros para as paredes da sala? É a isto que me refiro! Primeiro vamos tratar e investir naquilo que é urgente e que nos falta: cuidar dos lixos, dos esgotos, das margens dos rios, de passeios nas estradas e dos ecopontos. Depois, preocupemo-nos com o embelezamento e com o investimento na arte.
Na Laje, onde também passa a ribeira de Febros, assistimos a um embelezamento dispendioso de rotundas com estátuas de mármore ou cobre, adornados com ladrilhos pintados à mão, tudo patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Verde. Mas esquecemos a ribeira e os carreiros antigos ladeados de árvores com meio século ou mais. Aliás, permite-se o seu abate sem que ninguém no poder se preocupe. Tudo em nome de mais casas, como se não houvesse casas em número suficiente e muitas delas fechadas e eternamente à venda.






A Ribeira de Febros é apenas mais um exemplo de como mals e trata o ambiente em Vila Verde.
Todos falam nos Rios e esquecem os ribeiros que existem espalhados pelo concelho. São tao importantes como os rios. Atravessam as freguesias e podem ser excelenteslocais para fazer zonas de lazer. Para além disso não esqueçam que estas ribiras vão ter aos rios levando água limpa ou poluída.
Concluindo: É preciso fazer um trabalho de base, começando no início.
É isso que falta em Vila Verde.
Só quem tem vistas curtas é que não pecebe este tipo de raciocínio simples, básico mas que marca a diferença.
O que terá a dizer o Sr. Presdiente da Junta da Lage.
O Sr. Enfermeiro Carlos Pedro deve estar a par desta questão, e de certeza que também defende a recuperação da ribeira de Febros.
Já agora que estamos a falar da Lage, o Sr. Presidente da Junta da Lage também deve saber oq ue se passa com os acessos à Academia Equestre.
Porque não preciona o Presidente de Câmara para resolver os assuntos da sua freguesia?
Falar de mais é fácil. Falar bem já é mais difícil. fazer alguma coisa é muito difícil e fazer bem só alguns é que conseguem.
O enfermeiro Carlos Pedro se tiver vontade consegue. Mas é preciso ter vontade.
Gostei da publicidade feita à Academia e por isso copiei e colei neste post.
Aconselho a fazer o mesmo em todos os post’s pois assim fica a publicidade em todo lado.
Enviem por e-mail aos vossos amigos.
“Desculpem lá a publicidade:
Academia Equestre Arte Lusitana
www. academiaequestre.com
Responsável: Rui Vaz
Quinta do Olivão, Lage
4730-247 Vila Verde
- Aulas de Equitação
- Ensino de Cavalos
- Espectáculos Equestres
- Realizaçãod e Eventos
- Aluguer de Charrete
É um bom local pars e visitar e acalmar o stress depois do trabalhinho ou ao fim-de-semana.”
Primeiro as rotundas?
Deve estar afalar do emigrante com a malinha…
Eu sou natural da freguesia da Lage e também partilho da opinião do autor. Conheço as zonas que refere e realmente é uma pena o que lhes está a acontecer.
Não tenho nada contra a decoração das rotundas. Até acho a mala do emigrante engraçada assim como gosto da imagem da Nossa Senhora. Mas de facto é preciso estabelecer prioridades como diz o autor deste texto.
Depois sim, vamos decorar as rotundas, os passeios, os adros e por aí adiante.
Mas primeiro preservem o ambiente, não deixem, abater carvalhos, não deixem que a construção desenfreda estrague mais a freguesia.
É preciso dar mais valor ao que sempre tivemos, às paisagens naturais e tente encaixar nessas paisagens (sem as destruir) os restantes equipamentos ue a freguesia precisa.
A Academia Equestre pode dar uma ajuda nesse sentido.
Por falar em equipamentos, onde para o projecto da zona de lazer e de desporto que estava prometida para a Lage.
O Sr. Presidente de Junta, o enfermeiro Carlos Pedro deve saber do ponto da situação (Sr. Carlos Pedro, não interessa só ganhar eleições. è preciso defender a terra que nos elege).
Segundo o que disseram os vereadores da oposição desde a última reunião (PS e CDS) a iniciativa é da câmara mas quem organiza é a ideia 5. Acho que foi esta a explicação que o Presidente deu.
Sendo assim a câmara tem que pagar à ideia 5 por estar a trabalhar para ela.
Acho que está correcto.
O que falta saber é para quem são os lucros, se os houver.
Deve haver porque há patricionadores envolvidos, cerveja a ser vendida e até dinheiro das inscrições das equipas de futebol.
Isso é que é preciso saber para que tudo esteja clarificado.
Vila Verde é o concelho que eu conheço que mais desaproveita os rios que tem.
Não faz absolutamente nada para os colocar ao dispor das populações.
O PS tem sido a única força partidária que tem lutado pela questão ambiental temdo como rosto principal dessa luta o Luís Filipe Silva.
Talvez o actuaç presidente tenha pelo menos o bom senso de ir atrás dele nesta matéria.
Não seria vergonha nenhuma e vila verde sairia a ganhar muito.
Tenho ouvido muitas historias sobre o mundial de futebol em vila verde. Alguem explica essa organização? Quem é que recebe o dinheiro dos patrocinadores? É a proviver? Mas a proviver não está na organizaçao. A camara paga a quem? Porque é que os vereadores do PS que estão a fazer um excelente trabalho não divulgam o protocolo que a Camara fez com os organizadores?
Não há protocolo? Então divulguem o concurso. Tem de ter meses porque os cartazes apareceram à meses. Agora até o site da camara faz publicidade a privados ao remeter para o http://www.mundialvilaverde2010.com. A camara tem alguem site com os concursos abertos? se tiver digam que eu quero consultar.
É uma grande verdade o que aqui se afirma. Quem conhece como está tratado o Rio Lima em Ponte da Barca, onde junto há sua ponte desagua o Rio Vade que Nasce em Gondomar passando por Aboim da Nóbrega e constata o abandono a que ele está votado na maior parte do seu trajecto dentro do concelho de Vila Verde, não pode sentir orgulho com Vila Verde, como certamente sentem as gentes do concelho de Ponte da Barca com o seu, infelizmente. Até quando?
Que este vídeo sobre a Natureza acarinhe a outra Natureza, a Mulher. Talvez a Mulher nos ajude a indicar caminhos mais sadios:
http://formiguinhademarco.blogspot.com/2008/05/cancro-do-colo-do-tero-saiba-como.html#links
Com ou sem provocações este fórum é cada vez mais necessário. Além disso, umas “provocações” para chamar a atenção para algumas questões são sempre úteis. venham elas porque Vila Verde precisa de colocar os cerebros a trabalhar.
Parece que o Sr. Pedro Vasconcelos é a primeira vez que escreve neste espaço mas começou muito bem, tocando num ponto essencial e que tem marcado os últimos diasd e discussão. O ambiente é uma oportunidade para o concelho de Vila Verde. Não pode ser descurada essa questão.
A ribeira de Febros pode ser, em conjunto com todos os outros cursos de água do concelho, uma excelente oportunidade para criar áreas de lazer. Não como as que o Dr. Vilela pensa mas como as que existem em muitos concelhos onde o ambiente realmente interessa.
Ponte de Lima é um exemplo, a Ponte da Barca e os Arcos de Valdevez são mais dois exemplos onde se aproveitam estas coisas. Paredes de coura, Caminha, Cerveira e muitos outros concelhos sabem aproveitar o que a natureza lhes deu. Vila Verde desperdiça todo esse valor.
Gostei muito deste seu trabalho. Quando em tempo aqui lancei algumas “provocações” se as outras freguesias do concelho já tinham tudo e por isso não exigiriam nada desta gestão camarária, era só mesmo isso, uma “provocaçãozinha”.
Sei que este seu trabalho não se deve ás tais provocações e, isso para mim tem muito valor. Bem-haja pelo seu contributo, é de mais pessoas que vêem as coisas como o Sr. as vê, que Vila Verde está carente…
Este espaço de reflexão e discussão tem cada vez mais qualidade.
Este texto é apenas mais uma prova disso mesmo.
Em Vila Verde existe muita gente com capacidades e disponibilidae para ajudar a construir um concelho melhor.
lamentavelmente, nems empre quem é eleito tem capacidades para ver isso e para aproveitar a massa critica existente no concelho.
Parabens pela reflexão que partilhou neste fórum.