Biodiversidade
No passado dia 22 de Maio celebrou-se o Dia Internacional da Biodiversidade. Esta efeméride, foi instituída em 1993 pelas Nações Unidas, celebrou-se inicialmente a 29 de Dezembro tendo esta data sido posteriormente alterada, coincidindo actualmente com o dia em que o texto da Convenção sobre a Diversidade Biológica foi aprovado em 1992.
Para os menos familiarizados com este tema, Biodiversidade ou diversidade biológica é a diversidade da natureza viva e traduz-se na quantidade de espécies da fauna e flora, existentes no planeta.
A UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação a Ciência e Cultura, declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade pelo que o acontecimento tem uma importância acrescida.
Em Portugal, segundo o “Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal”, foram estudadas 512 espécies das quais, algumas das que encontram em estado de vulnerabilidade. Mamíferos: Lobo-ibérico, Lince-ibérico, Foca-monge-do-mediterrâneo, Golfinho (Sado), Cachalote; Aves: Quebra-ossos, Abutre-do-egito, Cegonha-preta, Condor-da-Califórnia (este está praticamente extinto), Aguia Imperial; Peixes: Lampreia-de-riacho, Lampreia-de-rio, Boga-portuguesa, Salmão-do-atlântico, Tabijuriã-brasileiro; Répteis: Lagartixa-da-montanha, Cobra-lisa-europeia, Dragão de komodo, Osga-turca, Tartaruga marinha; Anfíbios: Salamandra-lusitânica, Tritão-palmado.
Também para a flora está a ser preparado o “Livro Vermelho das Plantas Vasculares de Portugal”, actualmente existem sete espécies de plantas endémicas do continente português, isto é, que só existem em Portugal, avaliadas como “Em perigo crítico” de extinção, que são as seguintes:
Corriola do Espichel, Linaria ricardoi, Narciso do Mondego, Miosótis-das-praias, Diabelha do Algarve, Diabelha do Almograve e Álcar do Algarve. Outras espécies como o azevinho e o carvalho podem ser levadas à extinção pois cada vez o seu número é menor.
Exemplos de acções e suas consequências na biodiversidade:
- Eliminação ou alteração do habitat pelo homem – é o principal factor da diminuição da biodiversidade;
- A eliminação de vegetação local para construção de casas ou para actividades agropecuárias altera o meio ambiente. Em média, 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat;
- Super-exploração comercial – ameaça muitas espécies marinhas e algumas terrestres;
- Poluição das águas, solo e ar – stressam os ecossistemas e matam os organismos;
- Introdução de espécies exóticas – ameaçam os locais por predação, competição ou alteração do habitat natural.
A introdução de espécies exóticas, aquela que não ocorre naturalmente no nosso território e que geralmente são muito atractivas do ponto de vista ornamental ou económico, contribui para a redução da biodiversidade, afectam o equilíbrio ecológico e as actividades económicas e podem prejudicar a saúde pública, através da transmissão de doenças ou parasitas.
Uma planta ou animal só apresenta esse risco se tiver um comportamento de invasora (nem todas as exóticas são invasoras).
Em Portugal existem várias espécies invasoras, introduzidas intencional ou inadvertidamente (ex. peixes ou plantas disseminados pela mudança de água dos aquários, fugas acidentais de cativeiro ou introduções através da importação de mercadorias, como madeiras exóticas).
Entre as invasoras mais conhecidas e problemáticas no nosso país estão várias Acácias ou Mimosas, o Chorão-das-praias, que invade as dunas e zonas arenosas onde ocorrem espécies endémicas, a Árvore-do-céu ou Ailanto, a Árvoredo-incenso. As Háquias que formam rapidamente bosques densos, reduzem a disponibilidade de água e aumentam o risco de incêndio. A Azeda que invade áreas agrícolas e descampados. O Jacinto-de-água, as Azolas, o Estrume-novo, e o Pinheirinho-de-água proliferam nos cursos de água, valas, albufeiras e pauis. A Alga-verde, usada em aquários, foi introduzida acidentalmente em estuários através dos esgotos.
Na fauna com características invasoras temos a Perca-sol e a Gambúsia, peixes introduzidos nos rios para controlo das larvas de mosquitos e para fomento piscícola, mas que predam e competem com as espécies de peixes autóctones, muitas delas exclusivas do nosso país. De referir também a Tartaruga-da-Florida, o Caranguejo-peludo-chinês e o Lagostim-vermelho-da-Louisiana.
Algumas espécies exóticas são muito atractivas, mas importa ter em atenção os riscos que poderão causar. Por isso, há que ter cuidado para prevenir a proliferação de espécies invasoras.
- No caso de ter uma espécie exótica (mesmo que não seja invasora) e se não a puder manter, nunca a liberte na natureza (contacte o ICNB).
- Antes de plantar espécies no seu jardim de casa ou em espaços públicos assegure-se de que não são invasoras nem têm risco ecológico conhecido. (pode consultar legislação).
- Não compre espécies invasoras e informe as autoridades competentes (ex:ICNB) se as encontrar à venda.
Ao longo das últimas décadas tem-se assistido a uma crescente consciencialização da opinião pública face ao problema da extinção de espécies e consequente perda da biodiversidade, o que tem conduzido à adopção de um conjunto de medidas que reduzam ou revertam a taxa de extinção de espécies animais e vegetais.
Programas de reprodução assistida de espécies em risco de extinção, replantações de áreas vegetais com espécies características do local, regimes especiais de protecção de espécies e habitats ameaçados, constituem algumas das medidas positivas, tomadas nos últimos anos, que esperemos, contribuam em definitivo para o fim do declínio da Diversidade Biológica.
Portugal já dispôs de uma grande área florestal, actualmente devido às actividades humanas, aos incêndios, à poluição e à destruição maciça, a floresta está a ficar cada vez mais reduzida o que origina um declínio acentuado da Diversidade Biológica. A sobrevivência de muitas das espécies actualmente existentes e a protecção do seu habitat estão, portanto, dependentes de uma mudança de atitude por parte do Homem.






apoio a vossa causa porque juntos devemos lutar para preservar a nossa biodeversidade
Este texto devia ser aproveitado pela Câmara de Vila Verde.
Talvez fizessem alguma coisa pelo ambiente.
Grande Victor Sousa.
Até se roem de inveja…
Aprendam e calem-se.
Se não têm capacidade para mais tenham a humildade de aprender com quem sabe.
Há muitos vilaverdenses com muito valor.
O Vitor Sousa é uma dessa pessoas.
O texto é, deveras, muito bom. Parabens.
Mas mesmo que não fosse, a ideia já seria suficiente.
O concelho de Vila Verde precisa de gente a pensar. Cada vez mais.
Este blog é um bom instrumento para esse efeito mas é preciso muito mais.
Está na mão dos vilaverdenses fazer de vila verde um concelho a sério, deixando de ser um exército de paus mandados por dois ou tr~es cerebrelos que apenas se querem aproveitar do mesmo.
não conheço o victor de sousa,não posso ,nem devo duvidar das suas competências ,com todo o respeito .O seu texto poderia ser retirado de livros, internet, etc,no entanto é pertinente para o tema em destaque ,PARABENS
Vila Verde nem sabe os valores que tem espalhados pelas freguesias.
O Vitor Sousa é um desses valores que se viu obrigado a ir emprestar os seus conhecimentos a outras terras, bem longe de Vila Verde.
Porquê? Porque, segundo o Dr. Vilela e Companhia, Vila verde é uma terra de oportunidades para os jovens….blá, blá, blá…
Pois é. Vê-se. É por isso que os jovens são obrigados a ir para outros concelhos.
É esta a terra de oportunidades que temos e também é esta a Câmara que temos que em vez de reconhecer os jovens do concelho traz os amigos de fora para os melhores lugares ou ocupa-os com os paus mandados da máquina partidária.
Excelente texto.
É nestas coisas que este blog mostra o seu valor.
Parabens ao Vitor Sousa.
Vila Verde precisa de massa cinzenta, precisa de gente pensante e não de gente básica que apenas pensa em engordar os bolsos.
Só gente com vistas curtas é que podia ter reprovado a proposta do Ps para a construção de um centro de educação ambiental.
É o que temos em Vila Verde e por isso é que a proposta foi rejeitada.
A Proposta do PS, feita na Reunião de Câmara no dia 26 de Maio – Centro Educação Ambiental, era um bom contributo para a biodiversiadade.
Mas claro está, o Sr. presidente seus veriadores e mais um acharam que não é uma boa ideia… e chumbaram a proposta. Mais palavras para quê..?!?!?!
A Proposta do PS, feita na Reunião de Assembleia Municipal no dia 26 de Maio – Centro Educação Ambiental, era um bom contributo para a biodiversiadade.
Mas claro está, o Sr. presidente seus veriadores e mais alguns acham que não é uma boa ideia… e chumbaram a proposta. Mais palavras para quê..?!?!?!
Lindo…
realmente este blog é sério! Aqui aprende-se! No mínimo a actividade vai acontecendo pela publicação de cultura.