Notas Soltas XI
Uma de cá….
Merece ponderação a leva que por cá vai alimentando a polémica da vida festiva que a nossa terra vai conhecendo por estes tempos de crise global, nacional e, a crer no que se vai sabendo das contas, também local, ou seja, para os vilaverdenses a contar em triplicado.
O que serve para o nacional, aplica-se aqui por inteiro ao local: é ao poder público que compete puxar pelas coisas quando elas estão mal e, se os exageros forem cuidados, não vejo mal nenhum que por Vila Verde as coisas também assim se façam, apesar do PSD nacional ser muito mais apologista doutras formas mais clientelares de resolver o problema.
Ademais, até pode ser que tanta festança, se bem organizada e sponsorizada, ajude a equilibrar as depauperadas contas da empresa municipal de eventos e com isso a sossegar os “macarioistas” que por cá vão apregoando a sua inutilidade e, consequentemente, defendendo a rápida extinção deste por eles proclamado sorvedouro de dinheiros públicos e de outras coisas mais.
O balanço da coisa há-de fazer-se a seu tempo e só então poderemos tomar o peso da factura e conhecer se de tanto querer ‘fazer andar o concelho’ não se lhe desandou ainda mais a vida económica, pouco folgada para grandes corridas.
Veremos.
PS.: claro, que me parece desajustado o lugar onde parquearam o campo de futebol para animar as noites do mundial. Iniciativa com mérito e visível adesão popular, não precisava de ter conduzido a Casa da Justiça sediada na nossa terra às traseiras de um campo de futebol de praia. Um tribunal é um lugar de respeito e é tratando-o como tal que se começa a pugnar pela dignidade que todos lhe reconhecemos no contexto social. É difícil ver isto?
Outra de lá…
Três notas a propósito do passamento do Nobel da Literatura, José Saramago.
É sempre penoso ver partir os nossos maiores, até porque não temos por cá assim tantos. José Saramago há muito tempo que estava bem para lá do nosso pequeno mundo invejoso e pouco reconhecido aos que lhe elevam o estatuto, mas era nosso e com isso honrava-nos a todos sempre e quando o honravam a ele lá fora, o que, felizmente para ele e para Portugal, se tinha tornado num acontecimento frequente por todo o lado onde as coisas da cultura não são medidas pelas mesquinhices paroquias com que por aqui se aferem.
Espantaram-se por aí alguns ‘anjinhos’ do costume com a posição que a igreja tomou aquando do desaparecimento do escritor. Sendo discutível a oportunidade dos comentários, ninguém, de bom senso, estaria à espera de considerações laudatórias a um anticristo confesso que considerava o Rei dos reis uma invenção do homem e a fé deste uma escravização a essa sua própria criação.
Aliás, nesta senda da coerência vem, também, a posição do Presidente da República, que, na posição que lhe competia tomar, se ficou pelas ramas do protocolo.
Ninguém neste país ignora que Cavaco Silva e José Saramago não morriam de amores um pelo outro, sobretudo quando o então primeiro-ministro deu cobertura a uma miserável decisão de um seu subsecretário de estado, passando por cima do secretário de estado que tutelava essa ‘pérola’ da cultura chamado Sousa Lara.
Fez bem, pois, o Presidente não aparecer às cerimónias fúnebres de José Saramago, gesto que, aliás, não deixaria de merecer as mesmas críticas dos que agora verberaram a sua ausência.
Seria tentar branquear com uma burrice a burrice que lhes toldou definitivamente o relacionamento e mais depressa levou Saramago para o exílio onde morreu.






Mas também não interessa ter muitos estabelecimentos em Vila Verde.
Esta deve ser a teoria do actual executivo, pois se assim não fosse tinham votado a favor do Centro de Educação Ambiental, já tinham feito a candidatura do Centro de Interpretação da Citánia de S. Julião e já tinham posto em prática o Roteiro Turistico pelos monumentos de Vila Verde.
Ou será que por serem propostas do Partido Socialista não têm valor??
Será??
Se for assim o caso ainda é mais grave.
Sem por em causa a qualidade dos estabelecimentos referidos, porque são mesmo bons, só fica provada a reduzida oferta de Vila Verde nessa área.
só luena , existem outros lugares mui dignos para pernoitar e só torres ,mas este fica distante da vila ,há outros mais próximos e também mais distantes e de grande qualidade ;não é verdade?
Caro anónimo:
A melhor resposta para a sua pergunta está numa revista, recenteemente, distribuída pelo comércio local para promover esse mesmo comércio. Dedica umas páginas a uns passeios por vários concelhos…O melhor que Vila Verde consegue é dizer aos turistas que fiquem na Luena e comam no Torres. Não está nada mal…
Muito bem:
http://aeiou.expresso.pt/governo-promove-ferias-em-portugal=f590818
E como é que Vila Verde vai ter capacidade hoteleira e ostras para responder a isto…?
Sem entrar em exageros concordo que algumas organizações, patrocianadas por privados, podem ser uma alavanca para outras actividades. A inclusão dos privados também poderia servir para minimizar a factura da da Câmara Municipal.
Até aqui está tudo certo.
O problema é que em Vila Verde os privados são chamados para ficar com mais uma “percentagem” do negócio e não para aliviar as contas da autarquia. Esse é que é o problema.
A autarquia está sempre mais preocupada com o interesse de um ou outro particular/privado de que com o interesse colectivo/público.
É isso que tem que ser discutido e não propriamente as iniciativas uma vez que algumas até não são más. O Vila Verde Mundial é um desses casos. É uma boa iniciativa aqui e ali manchada por alguns erros e pontos por esclarecer.
Mas como Vila Verde é um deserto todos os dias, desta iniciativa fica a animação que com ela veio ao centro da Vila, pelo menos enquanto durar o mundial.
Gostei deste artigo, excepto no que se refere à PROVIVER EM, que em conjunto com o seu presidente deveriam desaparecer da vida dos vila-verdenses.