Correio do Minho – 14/07/2010
O Presidente da Câmara dos Arcos de Valdevez é também o Presidente do Conselho Regional do Norte, conselho que reúne todos os Presidentes de Câmara da respectiva área geográfica, e onde naturalmente o Dr. António Vilela também tem assento.
Foi neste conselho que, ao contrário de todos os outros Presidentes de Câmara, o nosso Presidente, o Dr. António Vilela, se absteve quando estava em causa a reclamação da referida regionalização.
Esta atitude é mais uma das muitas que não se entendem!
Sempre que pode ataca o “centralismo do Governo”.
Sempre que tem oportunidade diz que o Governo não sabe gerir e que os recursos estavam melhor entregues às autarquias.
Mas quando teve uma oportunidade para juntar a sua voz a um objectivo de colectivo, indo de encontro ao que aparentemente pensava, absteve-se!!!
Este zig zag de pensamentos merece uma reflexão.
Fica aqui o desafio.







Nós não temos um presidente de camara!!!!
Não temos nada parecido, tão pouco ! Somos um concelho atrasado, vergonhoso, defraudado, gozado, …que só é o reflexo do trabalho de quem ocupa o gabinete do presidente de camara, porque PRESIDENTE mesmo, NÃO TEMOS !!!
Este senhor que pensa que é um grande presidente não dá para entender.
Acho que nem ele se entende a ele próprio.
Mas ele entende bem a forma como o povinho de vila verde funciona e já começou a apanhar o jeito do antigo presidente para alinhar nas festas e romarias.
Este nosso presidente é um espectáculo.
Sempre defendeu a regionalização. Agora que a mesma pode estar a caminho, pelos vistos, já ñão a quer.
Vá lá o diabo entender isto.
Faz sentido ter sido o “nosso ” presidente de camara a ter uma atitude diferente e DESCONTEXTUALIZADA !
Se assim não fosse não era o dr. Vilela .
A ser verdade, a atitude do Presidente de Câmara só mostra como ele anda sempre ou em contra ciclo ou atrasado nos acontecimentos.
O concelho de Vila Verde precisa de um presidented e câmara com rasgo, com visão, sem medo de perder eleições por cortar com algumas coisas, que consiga dizer nãos, que saiba distinguir a estratégia para o concelho da estratégia politico partidária.
O Dr. António Vilela, com todo o respeito, já não consegue fazer nada disto. Isso é visível nas suas atitudes e politicas. Apenass e preocupa em segurar a vantagem eleitoral que ainda tem, apenas faz o trabalho do dia a dia junto dos tentáculos que lhe permitem ainda segurar essa vantagem (os presidentes de junta).
Não é disso que Vila Verde precisa.
O concelhod e Vila Verde é grande, tem muita gente, muitos recursos, muitas oportunidades de desenvolvimento mas assim, com este perfil de presidente, não vai a lado nenhum.
Eu acho que para pior é impossível mudar. Acredito que o Dr. Luís Filipe Silva é muito melhor e capaz de dar a Vila Verde o que é preciso e, por isso, está na altura de apostar noutra equipa.
Não é preciso ter medos porque como disse para pior é impossível.
Até posso admitir que o actual Presidente juntamente com o Ex Presidente já possam ter sido uma mais valia para o concelho. Mas isso foi no primeiro mandato. Agora já não são. Estão esgotados, sem ideias e sem qualquer valia para o projecto que Vila Verde precisa.
O nosso Presidente é mesmo uma vergonha.
Acho que até surpreende os seus colegas do PSD.
Pelos comentários que se ouve até os presidentes do PSD o consideram um suprasumo em todas as matérias.
Este artigo relativo à “exigência” da regionalização por parte do Presidente da Câmara dos Arcos de Valdevez é muito oportuno e vai de encontro ao que ontem se discutiu no “Norte + Próximo”, encontro promovido pela CCDRN que juntou todos os representantes dos municípios do Vale do Cavado e Ave.
Com algumas divergências de pormenor, ninguém se manifestou contra a regionalização reclamada por alguns dos autarcas presentes.
Tendo estado o Concelho de Vila Verde também representado, não sei que postura foi assumida pelo nosso autarca, pois, como é dito neste post, foi o único que no Conselho Regional Norte não respondeu afirmativamente ao repto da regionalização.
Eu não tenho qualquer dúvida que o desenvolvimento do país será fortemente impulsionado pela regionalização. Ainda existem muitas arestas para limar e acertar no processo da regionalização, mas o caminho é este e não pode haver recuos.
Luís Filipe Silva