Notas Soltas XII
Uma lá…
Educação – Uma revolução silenciosa (I)
Não fosse a visibilidade que uma boa parte da comunicação social teima em dar a tudo o que, por mais mesquinho que seja, apareça a contestar o quotidiano da governação, e dir-se-ia que Portugal vai por estes tempos vivendo de uma forma tranquila, quiçá, a maior revolução que alguma vez por cá se operou de uma vez só nos domínios da requalificação e reordenamento da rede escolar, procurando, duma vez só, dar qualidade aos locais onde as nossas crianças e jovens vão aprender e dimensão funcional adequada aos espaços por onde passam grande parte dos seus quotidianos, fechando os velhos pardieiros das aldeias que se tornaram locais desajustados para as exigências que a educação de uma criança hoje coloca à sociedade.
Claro, que as coisas acontecem desta forma porque, atrás delas, corre um cuidado trabalho de adequação das decisões de fechar escolas à realidade incontornável que se vive com o inexorável decréscimo da população escolar das nossas freguesias, juntando-lhe o conforto dos novos centros escolares que os pais aplaudem sem reservas, sobretudo pelo salto qualitativo que neles se espelha.
Ainda está fresca a tentativa de alvoroço que por aí pairou com o recente fecho das últimas setecentas escolas primárias, com toda a oposição a, demagogicamente, reclamar de uma pretensa medida tomada sobre o joelho, como se fosse possível decretar fechos de escolas de um dia para o outro, sem mais. É evidente que o foguetório pouco durou, pois bem depressa se percebeu que havia muito e bom trabalho feito atempadamente, como aliás, bem notava o Diário do Minho de 20.08. 2010, ao constatar estarem as “Câmaras Minhotas sem motivo para contestar fecho de escolas”.
No mesmo sentido irá certamente a reorganização da rede em curso, ditada pelo alargamento da escolaridade obrigatória para doze anos.
Apesar de mal saída ainda da sua recente congregação em torno da escolaridade básica obrigatória de nove anos, a rede escolar do nosso ensino não superior justifica, porém, à luz dos princípios que ditaram a verticalização dos agrupamentos de escolas, a sua adaptação à nova realidade emergente.
Aliás, nem se vislumbra outra solução, sob pena de se perder a coerência que ditou o anterior reajustamento da organização e gestão escolares. Seria voltarmos ao tempo das capelinhas e dos capelões.
Outra cá…
Educação – Uma revolução silenciosa (II)
Vila Verde é um bom exemplo desta revolução silenciosa. Sem ventanias, vai construindo os seus centros escolares, fechando as escolinhas que já tiveram o seu tempo e, com isso, modernizando-se para a educação do século XXI. Uma educação com qualidade, com uma oferta de condições de aprendizagem excepcionais, apoiada numa logística que torna a vida dos nossos estudantes bem mais facilitada para o cumprimento do seu grande ofício: estudar.
O alinhamento da Câmara Municipal com o grande projecto do governo do Eng. Sócrates é, antes do mais, uma prova insofismável de que a militância em campos políticos diferentes, quantas vezes extremados até, nem sempre atira os seus agentes para posições divergentes só para estarem no contra-ataque em que politicamente alguma da dita esquerda das esquerdas teima em estar por tudo e, quase sempre, por nada.
Aliás, o presidente da câmara e a vereadora do pelouro, professores de formação, bem sabem que doutra maneira nunca as coisas seriam por cá bem-feitas.
Alberto Nídio






“Obrigado” pela ajuda que a sua visão dá para aumentar, ainda mais, a desertificação do interior.
Valha-nos Dom João de Aboim…
A revolução silenciosa afinal não é verdadeira.
Providencias cautelares a impor à Câmara de Vila Verde a proibiçãod e encerra uma escola não me parece coincidente com a opinião aqui expressa.
Esta providência cautelar só mostra que a carta educativa de há quatro anos atrás (altura em que foi aprovada) já está desactualizada e deve ser repensada.
mas esta providência cautelar tem um outro significado. Os vilaverdenses perderam o “medo” à Câmara. Essa é a grande notícia desta notícia.
As populaões começam a por em causa as opções da Câmara e os outrora políticos da oposição começam a fazer vénias ao poder…
Também acho que é um problema de patas…a mais.
Na educação também anda muita gente com “patas a mais” a decidir grandes alterações sem pensar nos interesses das crianças.
Não devemos ser resistintes às mudanças nem às melhorias, mas devemos dar tempo ao tempo para que todo seja bem pensado e para que as alterações sejam serenas e não aos tropeções.
É, manifestamente, um problema d epatas a mais para uma cabeça que só consegue controlar duas de cada vez.
« Dá-se uma no cravo outra na ferradura»,pois nao estão com a pata quieta…
Esta rubrica da “Uma cá… outra lá” devia chamar-se “Uma no cravo… outra na ferradura”.
Em Vila Verde há muita gente especialista nisto.
Por mera coincidencia, ou talvez não,não defendo o ensino em centros escolares ,penso que tem mais desvantagens que vantagens as crianças não estão no seu mundo ficam inibidas de agir, com a falta do seu -a -vontade,no seu mundo e assim se vão passando 4 anos da sua vida escolar ,em idades em começam a sair do seio familiar.Mais tarde sim já com outra maturidade seria mais fácil a sua integração e interacção com grupos étários mais avançados,também como é óbvio tem algumas vantagens ,sobretudo em escolas com
pouquinhos alunos e sem condições, nos mais variados aspectos…….
Gostei do comentario anterior. Gostava , tambem, de conhecer defensores dos centros escolares que tenham lá os seus filhos. Os senhores de Vila Verde que apregoam aos pais a suprema qualidade não tem lá os seus filhos porque? Estes centros escolares foi o arrasar com a qualidade de vida das nossas crianças, com a integração na comunidade! É um DEPOSITO, um AGLUMERADO , um PACOTE de aulas, de forma a preencher os dias das crianças.
Os Centros Escolares são bons para quem? para as crianças ou para a bendita economia sustentável (ou insustentável conforme as perpectivas)?
Os Centros Escolares são como os armazéns ou supermercados, oferecem bons preços, são competitivos, e dão muita visibilidade está claro. Eu cá prefiro espaços gourmet. Não sou elitista mas a qualidade atrai-me.
Um valor desvalorizado ou em desuso? Ao alcance de todos nunca esteve. E vai demorar tempo a democratizar-se se a nossa ambição se resumir a números.
De qualquer forma não deve faltar muito para que se mudem as posições. Ao ritmo a que se consegue enriquecer em Portugal em tempo de crise(li isso algures)não tarde nada e não há crianças para frequentar os Centros Escolares nem a Escola Pública. Gostava de conhecer defensores dos Centros Escolares que tenham lá os seus filhos.